MBG Live #05 – Grêmio 0 x 1 Palmeiras

Saudações tricolores!

MBG Live especial Final da Copa do Brasil com Gabriel Pinto, Fane Webber, Anderson Kegler e Rodrigo Azevedo. Nesse programa gravado após o primeiro jogo da final da Copa do Brasil a corneta está fortalecida.

Na pauta do programa a escolha de Paulo Victor para ser o goleiro titular na final. A dependência de grandes jogadores para mudar o time ou um time bom para alavancar os grandes jogadores? E por fim falamos das soluções mágicas ou não para reverter o placar e sair campeão da Copa do Brasil.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

Final da Copa do Brasil

Eis que após um campeonato brasileiro medíocre em que ninguém queria ganhar – no último jogo bastava ganhar para ser campeão e ninguém ganhou – surgem as finais da Copa do Brasil!

GRÊMIO e Palmeiras se enfrentam neste domingo, num jogo que promete de tudo, desde um futebol miserável até muita emoção por conta da baixíssima qualidade técnica dos “heróis” em campo.

Não se enganem com meu ceticismo, vou torcer muito pelo GRÊMIO, mas porque sou torcedor do GRÊMIO, não porque eu ache em algum momento que existe algo além disso. Só é possível acompanhar o nosso futebol (brasileiro) por puro sentimento e paixão, porque, com o já falei outras vezes, se fosse pelo nível técnico é preferível fazer qualquer outra coisa.

O time do GRÊMIO vem de um ano que contratações infelizes e alguma dose de “não é possível que esses caras treinem se fazem isso em campo” colocaram em cheque boa parte da credibilidade alcançada nos últimos anos de conquistas. Mas, como dizem os sábios e doutos senhores do futebol: se levanta taça, nada mais importa. E eu, de certa forma, concordo, ao menos no que tange o time em si.

No meio de uma pandemia, onde o número de mortos cresce a cada dia, onde as atitudes dos governantes beiram a irracionalidade e a população age usando de todo o seu direito de ser estúpida, inconsequente e deseducada (princípios básicos para ser brasileiro nato) vamos torcer para sermos campeões, mas comemorar… comemorar é bem mais difícil.

Domingo, 21h, GRÊMIO e Palmeiras na Arena, é o primeiro confronto e para almejar algo é importante fazer um resultado positivo.

Era isso, perdoem-me por não estar mais entusiasmado como fui outrora, mas a situação geral do Brasil não permite muito otimismo.


Anderson Kegler

MBG Analisa – Final da Copa do Brasil

Não é novidade para ninguém que o Renato muda pouco ou quase nada a forma de jogar do seu time. O Grêmio vem no famoso e comum 4-2-3-1 há alguns anos com poucas variações para o 4-1-4-1 que pode ser um 4-3-3 quando ataca.

Mas antes de falar do que já sabemos, vou tentar elucidar um pouco sobre o Palmeiras e o que esperar do atual campeão da Libertadores.

O técnico português Abel Ferreira chegou no clube em novembro do ano passado e de lá pra cá já foram 28 jogos com 15 vitórias, 6 empates e 7 derrotas. Um aproveitamento de 60,71%.

O que notamos nessa ainda curta passagem do treinador pelo palmeiras é que ele já testou algumas variações para chegar ao modelo que venceu a Libertadores e jogou o Mundial. Nesse modelo atual, o time fica menos com a bola, é mais intenso na marcação em linhas baixas e explora muito a velocidade pelos lados do campo. A pergunta que fica é se isso se deve ao desgaste físico dos atletas ou se a qualidade do elenco é para este tipo de jogo.

Vamos ilustrar: Na vitória palmeirense contra o River Plate pela semifinal da Libertadores, os 3×0 foi fruto de pouca posse de bola e muita efetividade no contra ataque. Nesse jogo o River teve 70% de posse de bola e trocou 558 passes contra 230 do time palmeirense. Chutes a gol? 11 a 11. Chutes que foram no alvo? 7 a 2 para o Palmeiras.

A gente sabe da discussão sobre posse de bola e efetividade e que não ganha jogo, mas é estatístico que se você ficar mais com a bola, menos corre risco de perder. O técnico Abel Ferreira abriu mão disso para encaixotar o River Plate e vencer aquela partida. Não só isso. Abriu mão para os próximos jogos e quase viu a vantagem no jogo da volta ir para o ralo e ganhou a Libertadores com muito custo contra um Santos bem mais inferior.

Outro jogo que me chamou a atenção para o posicionamento do time palmeirense foi contra o Tigres, pelo Mundial de Clubes. No papel, 4-4-2. Na prática, na maior parte do tempo se defendendo, um 5-4-1 onde Gabriel Menino, pela direita recua para fechar na linha dos defensores.

MBG Analisa - Final da Copa do Brasil
Gabriel Menino, recua pela direita fechando uma linha de 5 defensores.

Nesse jogo contra o Tigres, apesar de mais equilibrado em posse de bola, já que o Tigres também é um time que não fica tanto com a bola, o Palmeiras chutou menos a gol. A derrota por 1 a 0 foi suave mas o Tigres criou mais chances perigosas, 3 contra 1 apenas do palmeiras.

Com a defesa mexicana bem postada sempre, o Palmeiras não teve a chance de esticar as bolas invertidas para a corrida do Rony. O jogador esteve sempre bem marcado e o time pouco conseguiu ser vertical como vinha sendo.

O que nos leva a essa final de Copa do Brasil. Como o Grêmio pode explorar as falhas do Palmeiras e não cair na armadilha verde? Bom. Sabemos que o time do Grêmio gostava de ficar com a bola. Gostava, não gosta mais. Não sei se por opção do Renato ou por falta de qualidade desse elenco, o time já não é mais o possuidor de bola e muitas vezes prefere jogar reagindo ao time adversário.

No jogo do Brasileirão, no confronto entre Renato e Abel, vimos um pouco disso. Um palmeiras abdicando da bola e um Grêmio sem saber o que fazer com ela. Um primeiro tempo desastroso e desinteressado do Grêmio e um segundo com o Palmeiras se retraindo demais e não conseguindo explorar o contra ataque. 

Nesse jogo em específico o Grêmio rodava a bola no ataque, posse constante e linhas altas com o Palmeiras se fechando de todas as formas já dentro da área. Coloquei uma imagem no post que mostra a defesa palmeirense numa linha de 6 jogadores para tentar diminuir o espaço.

MBG Analisa - Final da Copa do Brasil
Palmeiras fechando com linha de 6 defensores contra o Grêmio pelo Brasileirão

O Grêmio teve 66% de posse na segunda etapa, dando 7 chutes no gol. Acabou empatando no final do jogo após a entrada do Maicon, que faz uma tabela pelo lado direito com o Alisson. O ponta cruza e o Diego Souza sobe como legítimo centro-avante para empatar o jogo.

É bem provável que as duas equipes venham com os mesmos times que vinham jogando. Dificilmente um dos treinadores vai inovar nesse momento da temporada que é extenuante. O palmeiras ainda mais desgastado pela viagem ao Qatar certamente vai seguir o modelo de dar a bola ao adversário para explorar a velocidade do Rony.

Sabendo disso, o que o Renato precisa fazer e certamente já deve estar fazendo é treinar movimentações de criação de espaço no ataque. A gente já viu que tabelas com aproximação dos meias pelas pontas é um caminho. Principalmente nas costas do lateral direito Marcos rocha, que é mais vulnerável.

A dúvida que me resta nessa análise pré-final é se veremos Maicon em campo desde o início ou se o Renato vai ser conservador com Matheus, Lucas Silva e Jean Pyerre no meio. Eu confesso que gostaria de ver o Maicon sair jogando e o Grêmio já dominar a posse e as ações desde o princípio. O palmeiras estará de maior sangue-doce nessa final e o Grêmio vem pro ALL-IN. E se é pra ir pra cima, que seja com qualidade.

MBG Drops #68

Feitoria!!

Drops da semana com Fane Webber trazendo os pitacos do Brasileirão.

Felipe Nabinger, Gabriel Pinto, Anderson Kegler e Rodrigo de Azevedo deixam suas impressões acerca do empate contra o Palmeiras, as expectativas e esperança de vitória nos confrontos contra o Atlético MG e Internacional.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.