MBG Analisa – O maior nove é 16

Saudações tricolores!

O MBG Analisa de hoje é especial. Na pauta de aniversário do MBG vamos falar do maior camisa nove tricolor, o 16. Números, curiosidades e análise da passagem do Jardel pelo tricolor.

Ouça o programa e acompanhe os vídeos comentados.


Grêmio 4×1 Emelec

Grêmio 5 x 0 Palmeiras

Grêmio 4 x 1 Independiente

Foto: Grêmio x Palmeiras, Libertadores 1995.

Mesa de Bar do Grêmio #335 – Especial 9 Anos

Falaaaa galera tricolor!

Programa especial de comemoração aos 9 anos do MBG. Rodrigo de Azevedo comanda a pauta do especial com as participações de Fane Webber, Gabriel Pinto e Anderson Kegler.

Nesse programa especial vamos falar dos camisas 9 que já passaram pelo tricolor. Os ruins, os perebas, os craques, os medianos, os artilheiros e os que não fizeram gol nenhum. Mas em especial vamos falar de um camisa 9 que nos encheu de orgulho, que nos deu alegria e uma Libertadores. E por incrível que pareça, ele não usava a camisa 9. Era o 16.

Deixamos aqui o agradecimento a todos que de alguma forma colaboraram com o programa nesses 9 anos e principalmente aos padrinhos do MBG que contribuem para o projeto seguir adiante, sempre com novidades.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

O nosso maior 9…

Jardel, 91 jogos, 81 gols. Muito mais do que isso, muito mais do que só os gols, era a mística! 

Escanteio era meio gol e cada cruzamento na área adversária causava euforia nas arquibancadas do velho Olímpico. Todos sabiam como seria, todos sabiam o que aconteceria, todos sabiam que era inevitável, todos sabiam que… gol!

Jogadores como Jardel são raros. Um a cada geração. Predestinados! craques!! E craque sem aquela generalização tola dos programas esportivos, em que qualquer um é Pelé!

Mário Jardel é uma lenda na história de um dos melhores times que aconteceram no Brasil. Um time que até na escalação era uma poesia. Bonita e simples, a escalação poderia ter sido escrita por outro Mário, o Quintana: 


Danrlei, Arce…
Carlos Miguel, Paulo Nunes
e JARDEL!

Jardel não era mais do que poderia ser, não tentava ser mais, sabia o que era capaz e por isso foi tão bom. Fazia só o gol! SÓ O GOL! E os fez aos montes, principalmente, em jogos históricos! Até seu gol muito mal anulado contra o Palmeiras em 96 é histórico!

O tamanho de um jogador se vê pelo vácuo que ele deixa ao sair do time. 

Sua partida deixou uma sombra em campo, uma ideia, uma vaga que sempre se busca preencher. Um jogador com o estilo dele pode ser que nem tenha mais espaço no futebol atual, um homem exclusivamente de área. Hoje todos precisam fazer mais, talvez por não serem tão fatais!

Por mais craques que tenha nosso amado GRÊMIO. Por mais que existam goleadores. Por mais títulos que conquistemos ao longo da história. Por mais que vibremos enlouquecidamente em cada gol…
Sempre, invariavelmente sempre, ao olharmos para a grande área do adversário veremos o nosso maior centroavante, o nosso maior 9, o 16!

Obrigado Mário Jardel Almeida Ribeiro! 

Obrigado JARDEL!

O futebol existe por causa do gol, só o gol importa

Todas as táticas, os treinos, os estudos, os prognósticos, os investimentos, os marketings, os programas, as colunas em jornais, os blogs e as crônicas vivem exclusivamente para o GOL!

Fácil de entender, fácil de aplicar e fácil de fazer. “Esse até minha vó faria”´, é o que se escuta quando o gol acontece. 

Pois eu digo: não fazia, não! Nem ela, nem tu e nenhum dos milhares de entendidos e espectadores que vibram ou choram naquele momento. Se fizessem, estariam ali fazendo! 

Fazer gol não é para qualquer um! 

É muito mais do que sorte e é muito mais do que ser jogador profissional (que já é para poucos). Fazer gol é para os heróis do campo.

Cada arte tem o seus mestres maiores, seus gênios, seus referenciais e o futebol também o seus. Claro, existem alguns craques que não são mestres na arte de fazer gol, mas mesmo esses para serem gênios precisam fazê-los.

Não há craque de verdade que não empilhe alguns gols e de preferência em jogos decisivos. Sim, eu sei que goleiros e zagueiros também pode ser craques, mas não é a mesma coisa. Pelé, é Pelé! Mas é mais Pelé porque fez 1283 gols! 

Bons jogadores, craques e gênios da bola. Entre esses existem aqueles que marcam gerações, que marcam seus nomes na história do esporte exatamente por serem os reis da grande área. Marcam seu nome por serem aqueles que levam a torcida aos estádios, por serem a garantia da festa e que justificam as loucuras dos torcedores. Esses não são apenas centroavantes, não são apenas um camisa 9:  São predestinados! 

Cada clube ou seleção teve ao menos um dessa espécie, aquele que todas as crianças sonham em ser e que é lembrado em todas as conversas de bar: O goleador nato! 

Sim, GOLEADOR! Assim com “CAPS”. 

Alguns clubes, como o GRÊMIO, possuem a sorte de ter na sua história mais de um desses. Quem nas fileiras da nossa torcida não exalta Baltazar, Alcindo, Tita, Luan, Renato. Jogadores que apesar de nem sempre usarem a 9, jogavam com se usassem… O número é apenas um detalhe. Até porque quem entre nós não sabe que o nosso maior 9 usava a 16?