MBG Drops #77 – Brasileirão e Arena

Feitoria!

MBG Drops dessa semana chegando com Fane Webber para abordar os assuntos polêmicos do Grêmio.

No programa de hoje, Fernando Risch, Bruno Dornelles, Rodrigo Azevedo e Anderson Kegler discorrem sobre a derrota no Brasileirão para o Athletico Paranaense, elucidam a derrocada tricolor e a sequência no Brasileirão.

Na pauta do programa também a efervescente grama da da Arena do tricolor, que se esvai, se desmancha, inexiste na capital porto alegrense, já que o rei sol não ilumina naturalmente o belo e arquitetonicamente bem construído estádio gremista. (contém ironia).

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

MBG Live #13 – Gramado da Arena, Copa do Brasil, Brasileirão

Saudações tricolores!

No programa dessa semana Gabriel Pinto traz pro debate a Copa do Brasil, o Brasileirão e os jogos que estão no caminho do tricolor.

Anderson Kegler, Fane Webber e Rodrigo Azevedo participam do programa para comentar sobre o surto de covid no tricolor, o neoliberalismo e aquela corneta no gramado da Arena.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

MBG.Doc – Brasileirão de 81

O ano é 1981.

Nas ruas da capital gaúcha o Fusca era o carro mais comum, mas também é possível ver Chevettes, Fiats 147, Corcel, Del Rey , Kombis e, claro, os suntuosos Opalas. O posto de combustíveis Barril anuncia com uma faixa, TEMOS ÁLCOOL. Essa é a imagem da capital de todos os gaúchos. Porto Alegre. A cidade onde os jovens frequentavam a lanchonete Joe’s lá no alto da Ramiro para beber o chamado “melhor milkshake da cidade”, apesar de o maior sucesso mesmo ser a Banana Split.

A cidade está com um clima diferente, de ressaca. Na noite anterior os rádios de gremistas e colorados estavam sintonizados no estádio Morumbi em São Paulo, no dia seguinte a maioria do Estado do Rio Grande do Sul comemora. Nas bancas de jornais as manchetes explicam os cheiros e sabores da capital gaúcha, “Grêmio Campeão Brasileiro” em letras garrafais na Zero Hora. No Correio do Povo a manchete diz “Grêmio o justo campeão nacional”. Na folha da tarde em letras garrafais, Grêmio é o melhor do Brasil.

Emanuel Mattos escreveu na Revista Placar e resumiu a noite de êxtase: “Loucura – é o mínimo que se pode dizer para sintetizar os sentimentos que essa nação gremista soltou no melhor dia dos 77 anos do clube, o dia em que o Grêmio chegou pela primeira vez ao título de campeão brasileiro. É impossível descrever de outra forma aquela massa que se deslocava aos milhares em direção ao aeroporto Salgado Filho para receber os novos heróis do Rio Grande cantando o refrão do hino gremista com um ufanismo comovente.

A história do primeiro título brasileiro do Grêmio começa antes da noite de três de maio no estádio do Morumbi em São Paulo.

Se tem uma coisa que a CBF adora fazer é inventar fórmula de campeonato. No ano de 1981 também não foi diferente. Originalmente chamado de Taça de Ouro, o Brasileirão daquele ano contou com 6 clubes vindos do Paulistão, 5 clubes do Carioca, dois do Gauchão, Mineiro, Paranaense, Baiano, Pernambucano, Cearense e do GOIANÃO. E dos outros estados, apenas o campeão de cada certame estadual. Além deles, ainda vieram mais 4 da Taça de Prata, que havia sido jogada anteriormente no mesmo ano. Era como se fosse o G4 da Série B de hoje/ se juntando a Série A. Confusão TOTAL.

O campeonato começou no dia 17 de JANEIRO e a grande final foi no dia 03 de maio. Ou seja, em 4 meses o Brasileirão estava resolvido. No fim, ou no início, no caso, eram 4 grupos com 10 clubes em cada. Turno único dentro dos grupos e se classificavam os SETE primeiros de cada grupo. Uma festa.

O Grêmio estava no Grupo B, junto com Portuguesa, Operário, Goiás, Corinthians, GALÍCIA, Botafogo, PINHEIROS, Brasília e Desportiva Ferroviária. 

O primeiro jogo do tricolor foi no dia 18/01 contra o Goiás lá no Serra Dourada. O placar final foi 0x0 e a gente já até imagina o alívio de não perder lá. A gente sempre perdia lá. Depois recebemos no Estádio Olímpico o Galícia – que não era um time europeu convidado e sim uma equipe da Bahia e por sinal um dos mais tradicionais clubes de Salvador – e o Desportiva Ferroviária. Duas vitórias, 2-1 e 2-0 respectivamente. E alí já começava a brilhar a estrela de Baltazar. 1 gol em cada jogo.

Ainda em janeiro saímos para enfrentar o Pinheiros e deu empate em 1-1 e depois no Estádio Olímpico foi a vez de enfrentar o Corinthians. Vitória por 1-0 com gol de Tarciso, o flecha Negra. Com 8 pontos aquela altura o Grêmio encaminhava já a classificação e as derrotas que vieram a seguir não abalaram as estruturas.

Em São Paulo perdeu para a Portuguesa por 1 a 0 e depois no Olimpico perdeu para o Brasília por 2 a 1. Entre os dois jogos uma vitória contra o Botafogo no Rio de Janeiro. Esse jogo contra o Botafogo foi no Maracanã e o Baltazar fez os 3 gols da vitória por 3-2 antes mesmo dos 30 minutos do primeiro tempo.

Hat trick. Triplete. Pede a música no Fantástico.

O tricolor ainda perdeu o jogo contra o Operário em Campo Grande no famoso estádio MORENÃO. O 2-1 contra não abalou o time que no dia 08 de março voltaria a campo já pela segunda fase do Brasileirão de 1981.

A segunda fase do campeonato eram mais 8 grupos com 4 times em cada grupo. Classificariam os dois primeiros para começar o mata-mata das oitavas de final. O Grêmio ficou no grupo E com São Paulo, Inter de Limeira e Fortaleza.

Na estreia da segunda fase fomos ao Morumbi e tomamos o famoso SACODE. 3-0 para o tricolor paulista, fora o baile. Mal podiam esperar pelo troco que ainda estava por vir.

Ganhamos do Fortaleza por 2-1 e da Inter de Limeira por 3-1 na sequência das rodadas. Baltazar marcou outro gol contra a equipe cearense no Estádio Olímpico. Na partida seguinte, recebemos o São Paulo e vitória por 1-0 com gol da estrela: Baltazar.

Fomos a Fortaleza ganhar de 4 a 0 da equipe local e depois ganhamos da Inter de Limeira em casa por 1-0 a classificação para as oitavas de final estava garantida.

Pelo rankeamento o Grêmio encarou o Vitória no primeiro confronto do mata-mata. O primeiro jogo em 09 de abril em Salvador e a equipe baiana venceu a partida por 2-1. Tarciso fez o gol tricolor que garantiu uma sobrevida para o confronto da volta no Estádio Olímpico.

Na volta, o Olímpico estava cheio com mais de 30 mil pessoas e a vitória sobre o Vitória veio até com certa tranquilidade. O tricolor abriu o placar logo aos 6 minutos com Paulo Isidoro e controlou a partida. O segundo e derradeiro gol veio aos 3 minutos da segunda etapa com Tarciso. Classificação para as quartas-de-final garantida.

Na fase seguinte o Grêmio teria o Operário novamente pela frente. Dessa vez com o primeiro confronto em casa. Tarciso e Vilson Taddei fizeram os gols da vitória tricolor por 2-0 construindo uma boa vantagem para o confronto da volta. Apenas 4 dias depois do primeiro jogo, em 19 de abril, o Operário recebia o Grêmio no MORENÃO e não foi páreo para o artilheiro tricolor. Baltazar marcou o gol da vitória que classificou o Grêmio para as semi-finais do Brasileirão.

A semi final era contra a sensação paulista: Ponte Preta. A equipe campinense considera até hoje o ano de 1981 como o “ano de ouro” do clube. Conquistou alguns títulos e chegou até a semi-final do Brasileirão, seu melhor resultado. Mas nada como enfrentar o Grêmio para acabar com os sonhos de qualquer um.

O tricolor visitou o Estádio Moisés Lucarelli no primeiro confronto e saiu de lá com uma vitória de 3-2. Tarciso, Paulo Isidoro e Vilson Taddei fizeram os gols do Grêmio. O jogo foi encrespado e o tricolor virou a partida após sair perdendo logo no início. A vitória trouxe uma vantagem considerável para o confronto decisivo no Estádio Olímpico.

26 de abril de 1981 e um público oficial de 98 MIL PESSOAS. Isso mesmo. Oficialmente naquele dia em Porto Alegre tinham 98 mil pessoas dentro do Estádio Olímpico.

O fato é que o tricolor estava nervoso e o jogo não saiu como a torcida imaginava. Vamos tocar aquela cornetinha aqui: O que devia ter de pé-frio nesse dia não estava no mapa. Aos 20′ do primeiro tempo, Osvaldo abriu o placar para a Ponte Preta e um silêncio preocupante tomou conta do concreto do saudoso Olímpico.

A expectativa para uma final inédita, o estádio abarrotado de gente e o revés logo no começo da partida enervaram de vez os jogadores. Só dava Ponte Preta. Nem a bronca do técnico Ênio Andrade no intervalo, pedindo um time mais leve e menos nervoso, surtira efeito.

Foi com Hugo De León, quem diria, zagueiro e capitão, de autoridade indiscutível e qualidade superior. O uruguaio tentou tirar a bola de perto da área, aparar um cruzamento. O chute, traiçoeiro, tomou o efeito contrário, quase decidido a manter o sonho azul de um título nacional confinado nos porões do Olímpico.

Mas Leão saltou como um gato, buscou a bola no ângulo e salvou o gol de uma provável eliminação catastrófica.

Quando o árbitro da partida trilou o apito final, a derrota pouco importava. O Grêmio estava pela primeira vez na final do Campeonato Brasileiro e com uma vaga garantida na Libertadores do ano seguinte.

Quis o destino que o confronto final fosse contra o São Paulo, ao qual o Grêmio já havia enfrentado na fase de grupos. A derrota de 3-0 no Morumbi na segunda fase tinha doído e o estádio são paulino seria o palco da finalíssima. O Grêmio teria que fazer lá em São Paulo o que não tinha feito antes.

No dia 30 de abril de 1981 o Estádio Olímpico recebeu 61 mil pessoas para acompanhar o primeiro jogo da final do Brasileirão. A trupe tricolor era forte. Leão no gol, De Leon, Casemiro, China, Paulo Isidora, Tarciso e Baltazar tocando o terror dentro de campo. Do outro lado um São Paulo com várias estrelas. Waldir Peres, Dario Pereyra, Serginho Chulapa. Na arbitragem do jogo: A regra é clara. Arnaldo Cesar Coelho. Nada mais do que um grande jogo se esperava. E foi.

O São Paulo abriu o placar aos 39 minutos com o artilheiro Serginho Chulapa após o Grêmio ter perdido um pênalti. Baltazar desperdiçou a oportunidade de abrir o placar e o Grêmio se atirou a buscar o resultado positivo. E veio.

Paulo Isidoro se iluminou e fez os dois gols da vitória por 2-1. Os dois gols contaram um pouco com a sorte, mas como diz o ditado: a sorte ajuda quem cedo madruga… ou algo que o valha.

Assim como na segunda fase, o Grêmio venceu o São Paulo em casa. Só que dessa vez teríamos o confronto da volta para somente decidir o título do Brasileirão de 81. E o Morumbi seria o primeiro dos grandes palcos brasileiros a se curvarem ao tamanho do Grêmio.

A data era 03 de maio de 1981 e o Morumbi recebeu 95 mil pessoas. Muitos torcedores do Grêmio lotaram o espaço da torcida visitante e puderam acompanhar de perto um jogo tenso, difícil e com doses de desespero. O São Paulo era considerado o favorito por jogar em casa com suas estrelas, mas o Grêmio tinha um time aguerrido e forte.

Teve muita pressão do São Paulo para tentar dominar a partida e abrir o marcador, mas a defesa gremista foi sólida e Leão e Hugo De León estavam inspirados naquela tarde. Aliás, não só eles. Baltazar, o artilheiro de deus, também estava inspirado e fez o gol mais importante da sua história no tricolor. O gol do título. E não foi qualquer gol. Domínio no peito, chute no ângulo. Gol de placa. Para calar o Morumbi. Para inaugurar os feitos tricolores por estádios no brasil e no mundo afora.

O título tricolor veio para dar início ao crescimento do clube como um dos grandes do país. Para colocar no mapa o Grêmio de Football Porto Alegrense pro resto do país ver. Veio para dar início a uma era de títulos e conquistas importantes. O Brasileirão de 1981 foi o primeiro do Grêmio grandioso.

Com jogadores que marcaram a época, de relevância e de muita honra vestindo o manto tricolor, impusemos um modo de ganhar, uma estirpe copera. O Grêmio vencedor que tanto cobramos aqui. 

E esse MBG.Doc relembra 40 anos atrás para deixar registrado na nossa história mais esse momento do clube que amamos. E que sonhamos rever erguendo a taça do Brasileirão novamente esse ano.

Todo grande clube possui momentos definidores de trajetória, estilo e de torcedores. O Grêmio teve um dos vários grandes momentos no ano de 1981 com seu primeiro título nacional. O torcedor gremista não imaginava que essa era apenas uma pequena alegria que aquele esquadrão iria dar e que em um futuro breve iria alcançar voos maiores ainda. A ressaca da manhã de 04 de maio de 1981 se justificava, os torcedores estavam em êxtase e em justificada emoção. Atenção Brasil, aqui é Grêmio.


Pesquisa, texto e roteiro: Gabriel Pinto e Fane Webber / Locução: Fane Webber e Márcio Paz / Edição: Fane Webber / Produção: Equipe do Mesa de Bar do Grêmio.

MBG Drops #76 – Brasileirão e Copa do Brasil

Saudações tricolores!

MBG da semana chegando com Gabriel Pinto para falarmos da estreia no Brasileirão e também do início na Copa do Brasil.

Nos comentários Anderson Kegler e Bruno Dornelles avaliam o primeiro jogo do Brasileirão contra o Ceará e a derrota por 3 a 2. Expectativas para o início na Copa do Brasil na próxima quarta-feira e também o Brasileiro Feminino estão na pauta do programa.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

MBG Live #12 – Tetra, GREnal e Brasileirão

Saudações tricolores!

No MBG dessa semana temos Gabriel Pinto, Anderson Kegler, Rodrigo Azevedo e Fane Webber comemorando o TETRA campeonato Gaúcho. O Grêmio segurou o empate na Arena e garantiu mais uma taça para o armário, mantendo a soberania sobre o rival aqui no estado.

Falamos sobre o jogo, a expulsão do Rafinha, os gols, a participação efetiva da defesa e como o Grêmio manteve o controle do jogo para garantir o título.

Na pauta do programa também falamos da chegada do Douglas Costa e da última rodada da primeira fase da Sulamericana. Ainda debatemos as expectativas para o Brasileirão que começará no próximo domingo.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

MBG Live #11 – GREnal, Sulamericana e Douglas Costa

Saudações tricolores! MBG Live com Gabriel Pinto, Fane Webber, Rodrigo Azevedo e Anderson Kegler.

Na pauta do programa falamos da vitória no GREnal, os gols do Diego Souza, do Ricardinho, a pressão na marcação e a evolução do trabalho do Tiago Nunes. Também colocamos a Sulamericana na discussão e a classificação que se aproxima. E por último mas não menos importante, especulamos sobre a vinda do Douglas Costa e o quanto isso impactará no elenco gremista.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

MBG Drops #75 – Sulamericana e Gauchão

Feitoria!!

Drops da semana com Fane Webber na ancoragem, Gabriel Pinto e Anderson Kegler nos comentários.

Na pauta da semana o massacre do Grêmio contra o Aragua pela Sulamericana e a expectativa pela classificação para a próxima fase no jogo contra o Lanús essa semana. Também falamos da confirmação da vaga na final do Gauchão. As duas vitórias do Grêmio contra o Caxias encaminham a decisão contra o Inter em busca do tetracampeonato.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

MBG Live #10 – Sulamericana, Gauchão e Brasileirão Feminino

Saudações tricolores!

MBG Live da semana chegando com Gabriel Pinto, Fane Webber, Rodrigo Azevedo e uma participação honrosa da estrela do grupo: Anderson Kegler.

Nesse programa gravado ao vivo, colocamos na pauta a sequência de vitórias do Tiago Nunes, o desempenho da equipe e esse início promissor sob a batuta do novo treinador.

Também falamos da Sulamericana, Thiago Santos, Diego Souza e a vitória no Gauchão. Na pauta também o Brasileirão feminino e a boa campanha das #guriasgremistas no campeonato.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

MBG Drops #74 – Tiago Nunes, Sulamericana, Brasileirão Feminino

Feitoria!

MBG Drops da semana com Fane Webber na ancoragem, os sócios Gabriel Pinto e Anderson Kegler e o convidado Bruno Dornelles deixando os comentários e pitacos da semana.

Na pauta, Tiago Nunes, a vitória na primeira rodada da Sulamericana e o confronto contra o Lanus nesta semana e o Brasileirão Feminino.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

MBG Live #09 – Renato Portaluppi, Sulamericana e Brasileirão Feminino

Saudações tricolores!

MBG Live chegando com Gabriel Pinto, Anderson Kegler, Fane Webber e Rodrigo Azevedo. O programa gravado ao vivo na última segunda-feira já está disponível em todas as plataformas de podcast.

Na pauta dessa semana vamos falar da eliminação da Libertadores, da saída de Renato Portaluppi, da Copa Sulamericana, especulação sobre o novo departamento de futebol e o técnico que deve chegar. Também falamos do Brasileirão Feminino com as #guriasgremistas.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

É aquilo que eu digo para vocês

Se tem alguem “culpado” por essa saída do Renato, esse alguém sou eu. Sim, eu fui um dos críticos do treinador e faço aqui a mea culpa. Mas diferentemente do que fez a diretoria gremista e o presidente Romildo Bolzan, eu não teria mandado o Renato embora agora.

Quis o destino que a última partida do treinador em campo fosse a maravilhosa vitória no último GREnal na Arena. Foram 8 vitórias no total sendo que ficamos 11 jogos sem perder para o rival em sequência na última passagem.

Mas como diz o Renato: “É aquilo que eu digo para vocês”…

E foi aquilo que vimos nos últimos 2 anos pelo menos. Um Grêmio que vinha em decadência dentro de campo. Com escolhas pra lá de duvidosas, com contratações risíveis, com um modelo de jogo previsível e facilmente batido. Tudo isso eu critiquei bastante e já achava que o ciclo do treinador havia encerrado em 2019 e depois em 2020. Mas a escolha da demissão agora, no início de uma temporada caótica, com o treinador recolhido “em casa” por conta da covid e sem perspectiva e planejamento, só mostra que a diretoria do Grêmio está completamente perdida.

Renato nos trouxe de volta a vida em 2016. Fez o melhor futebol do Brasil em 2017. Nos deu título da Recopa em 2018 e chafurdamos o Inter em 2019. Renato resgatou o gremismo. Revivemos os triunfos, colhemos os louros e tiramos sarro do rival.

Renato ergueu a estátua, ergueu troféus, ergueu um clube, ergueu uma torcida. Ele é o maior jogador e o maior treinador da história do Grêmio e nada mais justo do que nesse momento, apenas agradecer por tudo que ele fez pelo Grêmio mais uma vez.

Obrigado, Renato. És o maior.


Gabriel Pinto

MBG Live #08 – Contratações, GREnal e Libertadores

Saudações tricolores!

MBG Live com Gabriel Pinto, Anderson Kegler, Fane Webber e Rodrigo Azevedo para falar da semana de Grêmio.

Na pauta do programa as contratações de Rafinha e Thiago Santos, a vitória no último GREnal com participação decisiva dos guris da base e também a análise para o confronto dessa terceira fase da pré Libertadores.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

Mesa de Bar do Grêmio #342 – Que pedazo de gol

Fala galera tricolor!

O podcast Mesa de Bar do Grêmio desse mês é especial. A campanha “Que pedazo de gol” que criamos chega ao nosso debate mensal com apresentação de Rodrigo Azevedo e as participações de Anderson Kegler, Gabriel Pinto e Fane Webber.

Na pauta do programa, única e exclusivamente: Luan. As lembranças, os gols, os momentos marcantes nos nossos corações.

Loja do MBG

A campanha “Que pedazo de gol” também inspirou nossas mentes para a criação de dois produtos únicos, exclusivos e limitado. Um kit com 4 porta-copos e 1 abridor de garrafa de parede. Com desenho maravilhoso feito pela Porto Artes e alta qualidade de produção com madeira e cortiça.

Aproveite para acompanhar todos os programas da campanha:

MBG Analisa
Texto
MBG.Doc

Ouça, leia, compre e espalhe a palavra do MBG.

É de Luan, aos 19 minutos…

Walace,

Maicon,

Na esquerda com Marcelo Oliveira…

Faz muito barulho o torcedor do Cruzeiro…

Aí com Luan na entrada da área, bateu por cima, na trave, gol… gooooooooooollllllll!

Gol do GRÊMIO, é de Luan, aos 19 minutos…

Semi-finais, Copa do Brasil, 2016. Ali, naquela noite iluminada, naquele gol, naquela pintura, naquele toque de genialidade futebolística, naquele que seria eleito um dos gols mais maravilhosos, a história do GRÊMIO mudou. Não só surgiu um estio num sem fim de dias nublados e de “quases”, como alvoreceu um time que encantaria o Brasil, a América e que assombrou o mundo ao não se curvar diante do poderoso Real Madrid no mundial do ano seguinte. 

O gol de Luan mostrava que havia entre nossos jogadores alguém capaz de ser Rei, de transformar a mais feroz zaga em vassalos do seu futebol. Não que fosse alguma novidade, não que não conhecêssemos a habilidade, não que não soubéssemos quem era Luan, carrasco de GRE-nais, herói de uma Olímpiada que creditaram a outro, mas foi ali, foi naquele momento que entendemos sua grandiosidade. 

É inegável que ao mudar nossa história Luan tornou-se o protagonista, os holofotes caíram sobre ele. Mas ele, ao contrário de muitos, não sucumbiu a pressão. Assumiu para si a mágica camisa 7 do GRÊMIO, não só para vesti-la, mas para honrá-la e dar-lhe mais algumas toneladas de peso e glória.

Luan seguiu e seguiu fazendo gols e nos encantando, criando uma lenda, nos fazendo sonhar com a América.

E então, na sonhada LIBERTADORES DA AMÉRICA – assim mesmo em letras garrafais – numa Final e não em qualquer jogo e não em qualquer local e não em qualquer noite e não com qualquer camisa e não por qualquer torcida, Luan, diante de um estádio que pulsava, no dia 29 de novembro de 2017, aos 42 minutos do primeiro tempo, fez o que só Luan poderia fazer…

Que los parió, Luan Guilherme de Jesus Vieira… muito obrigado! 

Anderson Kegler

MBG Live #07 – Libertadores, “os guri” e o CT da base

Saudações tricolores!

Mais um MBG Live gravado com Gabriel Pinto, Fane Webber, Anderson Kegler e Rodrigo de Azevedo comentando a classificação na primeira fase da Copa Libertadores.

Na pauta do programa também o uso dos “guri” da base. As estreias do Ricardinho e do Pedro Lucas, a volta de Leo Chu, a continuidade do Ruan e Guilherme Azevedo, além da sequência do Ferreira, Darlan e Rodrigues.

Ainda comentamos sobre a inauguração do CT da base em Eldorado do Sul e o aproveitamento e futuro do clube com este grande investimento.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

MBG Live #06 – Copa do Brasil e Pré-Libertadores

Saudações tricolores!

Grêmio perdeu o título da Copa do Brasil e encerramos oficialmente a temporada 2020. Na última segunda Gabriel Pinto, Fane Webber, Anderson Kegler e Rodrigo Azevedo gravaram uma live para comentários finais desta derrota.

Na pauta do programa também a Pré-Libertadores que já começa nessa semana, além das expectativas para a temporada que já inicia conturbada. Renovação de contrato do Renato, Romildo abrindo a mão, jogadores velhos e utilizar a base também entra na conversa.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

MBG Live #05 – Grêmio 0 x 1 Palmeiras

Saudações tricolores!

MBG Live especial Final da Copa do Brasil com Gabriel Pinto, Fane Webber, Anderson Kegler e Rodrigo Azevedo. Nesse programa gravado após o primeiro jogo da final da Copa do Brasil a corneta está fortalecida.

Na pauta do programa a escolha de Paulo Victor para ser o goleiro titular na final. A dependência de grandes jogadores para mudar o time ou um time bom para alavancar os grandes jogadores? E por fim falamos das soluções mágicas ou não para reverter o placar e sair campeão da Copa do Brasil.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

Final da Copa do Brasil

Eis que após um campeonato brasileiro medíocre em que ninguém queria ganhar – no último jogo bastava ganhar para ser campeão e ninguém ganhou – surgem as finais da Copa do Brasil!

GRÊMIO e Palmeiras se enfrentam neste domingo, num jogo que promete de tudo, desde um futebol miserável até muita emoção por conta da baixíssima qualidade técnica dos “heróis” em campo.

Não se enganem com meu ceticismo, vou torcer muito pelo GRÊMIO, mas porque sou torcedor do GRÊMIO, não porque eu ache em algum momento que existe algo além disso. Só é possível acompanhar o nosso futebol (brasileiro) por puro sentimento e paixão, porque, com o já falei outras vezes, se fosse pelo nível técnico é preferível fazer qualquer outra coisa.

O time do GRÊMIO vem de um ano que contratações infelizes e alguma dose de “não é possível que esses caras treinem se fazem isso em campo” colocaram em cheque boa parte da credibilidade alcançada nos últimos anos de conquistas. Mas, como dizem os sábios e doutos senhores do futebol: se levanta taça, nada mais importa. E eu, de certa forma, concordo, ao menos no que tange o time em si.

No meio de uma pandemia, onde o número de mortos cresce a cada dia, onde as atitudes dos governantes beiram a irracionalidade e a população age usando de todo o seu direito de ser estúpida, inconsequente e deseducada (princípios básicos para ser brasileiro nato) vamos torcer para sermos campeões, mas comemorar… comemorar é bem mais difícil.

Domingo, 21h, GRÊMIO e Palmeiras na Arena, é o primeiro confronto e para almejar algo é importante fazer um resultado positivo.

Era isso, perdoem-me por não estar mais entusiasmado como fui outrora, mas a situação geral do Brasil não permite muito otimismo.


Anderson Kegler

MBG Analisa – Final da Copa do Brasil

Não é novidade para ninguém que o Renato muda pouco ou quase nada a forma de jogar do seu time. O Grêmio vem no famoso e comum 4-2-3-1 há alguns anos com poucas variações para o 4-1-4-1 que pode ser um 4-3-3 quando ataca.

Mas antes de falar do que já sabemos, vou tentar elucidar um pouco sobre o Palmeiras e o que esperar do atual campeão da Libertadores.

O técnico português Abel Ferreira chegou no clube em novembro do ano passado e de lá pra cá já foram 28 jogos com 15 vitórias, 6 empates e 7 derrotas. Um aproveitamento de 60,71%.

O que notamos nessa ainda curta passagem do treinador pelo palmeiras é que ele já testou algumas variações para chegar ao modelo que venceu a Libertadores e jogou o Mundial. Nesse modelo atual, o time fica menos com a bola, é mais intenso na marcação em linhas baixas e explora muito a velocidade pelos lados do campo. A pergunta que fica é se isso se deve ao desgaste físico dos atletas ou se a qualidade do elenco é para este tipo de jogo.

Vamos ilustrar: Na vitória palmeirense contra o River Plate pela semifinal da Libertadores, os 3×0 foi fruto de pouca posse de bola e muita efetividade no contra ataque. Nesse jogo o River teve 70% de posse de bola e trocou 558 passes contra 230 do time palmeirense. Chutes a gol? 11 a 11. Chutes que foram no alvo? 7 a 2 para o Palmeiras.

A gente sabe da discussão sobre posse de bola e efetividade e que não ganha jogo, mas é estatístico que se você ficar mais com a bola, menos corre risco de perder. O técnico Abel Ferreira abriu mão disso para encaixotar o River Plate e vencer aquela partida. Não só isso. Abriu mão para os próximos jogos e quase viu a vantagem no jogo da volta ir para o ralo e ganhou a Libertadores com muito custo contra um Santos bem mais inferior.

Outro jogo que me chamou a atenção para o posicionamento do time palmeirense foi contra o Tigres, pelo Mundial de Clubes. No papel, 4-4-2. Na prática, na maior parte do tempo se defendendo, um 5-4-1 onde Gabriel Menino, pela direita recua para fechar na linha dos defensores.

MBG Analisa - Final da Copa do Brasil
Gabriel Menino, recua pela direita fechando uma linha de 5 defensores.

Nesse jogo contra o Tigres, apesar de mais equilibrado em posse de bola, já que o Tigres também é um time que não fica tanto com a bola, o Palmeiras chutou menos a gol. A derrota por 1 a 0 foi suave mas o Tigres criou mais chances perigosas, 3 contra 1 apenas do palmeiras.

Com a defesa mexicana bem postada sempre, o Palmeiras não teve a chance de esticar as bolas invertidas para a corrida do Rony. O jogador esteve sempre bem marcado e o time pouco conseguiu ser vertical como vinha sendo.

O que nos leva a essa final de Copa do Brasil. Como o Grêmio pode explorar as falhas do Palmeiras e não cair na armadilha verde? Bom. Sabemos que o time do Grêmio gostava de ficar com a bola. Gostava, não gosta mais. Não sei se por opção do Renato ou por falta de qualidade desse elenco, o time já não é mais o possuidor de bola e muitas vezes prefere jogar reagindo ao time adversário.

No jogo do Brasileirão, no confronto entre Renato e Abel, vimos um pouco disso. Um palmeiras abdicando da bola e um Grêmio sem saber o que fazer com ela. Um primeiro tempo desastroso e desinteressado do Grêmio e um segundo com o Palmeiras se retraindo demais e não conseguindo explorar o contra ataque. 

Nesse jogo em específico o Grêmio rodava a bola no ataque, posse constante e linhas altas com o Palmeiras se fechando de todas as formas já dentro da área. Coloquei uma imagem no post que mostra a defesa palmeirense numa linha de 6 jogadores para tentar diminuir o espaço.

MBG Analisa - Final da Copa do Brasil
Palmeiras fechando com linha de 6 defensores contra o Grêmio pelo Brasileirão

O Grêmio teve 66% de posse na segunda etapa, dando 7 chutes no gol. Acabou empatando no final do jogo após a entrada do Maicon, que faz uma tabela pelo lado direito com o Alisson. O ponta cruza e o Diego Souza sobe como legítimo centro-avante para empatar o jogo.

É bem provável que as duas equipes venham com os mesmos times que vinham jogando. Dificilmente um dos treinadores vai inovar nesse momento da temporada que é extenuante. O palmeiras ainda mais desgastado pela viagem ao Qatar certamente vai seguir o modelo de dar a bola ao adversário para explorar a velocidade do Rony.

Sabendo disso, o que o Renato precisa fazer e certamente já deve estar fazendo é treinar movimentações de criação de espaço no ataque. A gente já viu que tabelas com aproximação dos meias pelas pontas é um caminho. Principalmente nas costas do lateral direito Marcos rocha, que é mais vulnerável.

A dúvida que me resta nessa análise pré-final é se veremos Maicon em campo desde o início ou se o Renato vai ser conservador com Matheus, Lucas Silva e Jean Pyerre no meio. Eu confesso que gostaria de ver o Maicon sair jogando e o Grêmio já dominar a posse e as ações desde o princípio. O palmeiras estará de maior sangue-doce nessa final e o Grêmio vem pro ALL-IN. E se é pra ir pra cima, que seja com qualidade.

MBG Drops #72

Feitoria!

Drops da semana chegando com Fane Webber para falar da reta final do Brasileirão.

Tudo se encaminha para a final da Copa do Brasil e o pensamento é em busca do hexa, mas antes disso, Gabriel Pinto e Anderson Kegler também deixam comentários sobre a vitória contra o Athletico PR, o final do Brasileirão e até entrevista do presidente Romildo.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.