O que podemos aprender na eliminação da Libertadores para superar na Copa do Brasil

Não é fácil superar uma eliminação na Libertadores, especialmente contra uma equipe que tem hoje menos condições que o Grêmio.

Mas o fato é que o Grêmio foi ridiculamente superado pelo Santos e se na primeira partida a gente pode aprender algumas lições, a segunda partida deixou mais claro isso. E entender esses dois jogos são fundamentais para conseguirmos avançar a mais uma final de Copa do Brasil. Vou trazer apenas duas que pude observar com clareza:

Primeira lição: Intensidade e linhas altas

O Santos marcou em cima, encaixou os jogadores e avançou as linhas. Não vou detalhar aqui pois o twitter do @Analixta já fez muito bem a análise em outro jogo, que serve da mesma maneira.

O São Paulo, adversário da semi-final, joga muito com linhas avançadas e apesar de não encaixar tanto a marcação por atuar nas zonas, a intensidade de pressão na bola é o ponto forte.

Segunda lição: Jogadores fora de posição

No jogo da volta aconteceu isso com maestria. Jean Pierre recua pra segundo homem do meio após a entrada de Pinares. Depois quem sai é o David Braz e entra o Churin, aí Matheus Henrique recua pra linha de zaga.

Ora, se o nosso melhor Jean Pierre é que atua lá mais perto do gol e Matheus Henrique tem uma chegada forte na entrada da área dando suporte para passe e conclusão, por que recuá-los? Para colocar jogadores de qualidade duvidosa mais na frente?

O adversário da vez

O São Paulo, treinador há mais de 1 ano pelo Fernando Diniz, não me parece o time que irá fazer como o Santos. Mudar o esquema para surpreender não é muito do feitio do técnico tricolor paulista.

Sendo assim, veremos um São Paulo com intensidade e pressão no jogador que tiver a bola. Linhas altas e construção de jogo pelo chão.

Como o Grêmio pode se aproveitar disso?

Jogar EXATAMENTE como o Santos fez contra o Grêmio. Linhas mais altas, encaixar a marcação e ser efetivo no ataque de maneira rápida aproveitando os espaços do adversário. Que vão surgir.

Na defesa, se fechar, como o Santos fez. Intensidade absurda e linhas bem compactas e próximas.

Vamos avançar jogando dessa maneira? Não sei, mas me parece uma estratégia pontual a fim de segurar o líder do campeonato brasileiro e garantir mais uma vez a vaga na final da Copa do Brasil.

Seguimos.


Gabriel Pinto

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