Jardel, 91 jogos, 81 gols. Muito mais do que isso, muito mais do que só os gols, era a mística! 

Escanteio era meio gol e cada cruzamento na área adversária causava euforia nas arquibancadas do velho Olímpico. Todos sabiam como seria, todos sabiam o que aconteceria, todos sabiam que era inevitável, todos sabiam que… gol!

Jogadores como Jardel são raros. Um a cada geração. Predestinados! craques!! E craque sem aquela generalização tola dos programas esportivos, em que qualquer um é Pelé!

Mário Jardel é uma lenda na história de um dos melhores times que aconteceram no Brasil. Um time que até na escalação era uma poesia. Bonita e simples, a escalação poderia ter sido escrita por outro Mário, o Quintana: 


Danrlei, Arce…
Carlos Miguel, Paulo Nunes
e JARDEL!

Jardel não era mais do que poderia ser, não tentava ser mais, sabia o que era capaz e por isso foi tão bom. Fazia só o gol! SÓ O GOL! E os fez aos montes, principalmente, em jogos históricos! Até seu gol muito mal anulado contra o Palmeiras em 96 é histórico!

O tamanho de um jogador se vê pelo vácuo que ele deixa ao sair do time. 

Sua partida deixou uma sombra em campo, uma ideia, uma vaga que sempre se busca preencher. Um jogador com o estilo dele pode ser que nem tenha mais espaço no futebol atual, um homem exclusivamente de área. Hoje todos precisam fazer mais, talvez por não serem tão fatais!

Por mais craques que tenha nosso amado GRÊMIO. Por mais que existam goleadores. Por mais títulos que conquistemos ao longo da história. Por mais que vibremos enlouquecidamente em cada gol…
Sempre, invariavelmente sempre, ao olharmos para a grande área do adversário veremos o nosso maior centroavante, o nosso maior 9, o 16!

Obrigado Mário Jardel Almeida Ribeiro! 

Obrigado JARDEL!

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