É aquilo que eu digo para vocês

Se tem alguem “culpado” por essa saída do Renato, esse alguém sou eu. Sim, eu fui um dos críticos do treinador e faço aqui a mea culpa. Mas diferentemente do que fez a diretoria gremista e o presidente Romildo Bolzan, eu não teria mandado o Renato embora agora.

Quis o destino que a última partida do treinador em campo fosse a maravilhosa vitória no último GREnal na Arena. Foram 8 vitórias no total sendo que ficamos 11 jogos sem perder para o rival em sequência na última passagem.

Mas como diz o Renato: “É aquilo que eu digo para vocês”…

E foi aquilo que vimos nos últimos 2 anos pelo menos. Um Grêmio que vinha em decadência dentro de campo. Com escolhas pra lá de duvidosas, com contratações risíveis, com um modelo de jogo previsível e facilmente batido. Tudo isso eu critiquei bastante e já achava que o ciclo do treinador havia encerrado em 2019 e depois em 2020. Mas a escolha da demissão agora, no início de uma temporada caótica, com o treinador recolhido “em casa” por conta da covid e sem perspectiva e planejamento, só mostra que a diretoria do Grêmio está completamente perdida.

Renato nos trouxe de volta a vida em 2016. Fez o melhor futebol do Brasil em 2017. Nos deu título da Recopa em 2018 e chafurdamos o Inter em 2019. Renato resgatou o gremismo. Revivemos os triunfos, colhemos os louros e tiramos sarro do rival.

Renato ergueu a estátua, ergueu troféus, ergueu um clube, ergueu uma torcida. Ele é o maior jogador e o maior treinador da história do Grêmio e nada mais justo do que nesse momento, apenas agradecer por tudo que ele fez pelo Grêmio mais uma vez.

Obrigado, Renato. És o maior.


Gabriel Pinto

É de Luan, aos 19 minutos…

Walace,

Maicon,

Na esquerda com Marcelo Oliveira…

Faz muito barulho o torcedor do Cruzeiro…

Aí com Luan na entrada da área, bateu por cima, na trave, gol… gooooooooooollllllll!

Gol do GRÊMIO, é de Luan, aos 19 minutos…

Semi-finais, Copa do Brasil, 2016. Ali, naquela noite iluminada, naquele gol, naquela pintura, naquele toque de genialidade futebolística, naquele que seria eleito um dos gols mais maravilhosos, a história do GRÊMIO mudou. Não só surgiu um estio num sem fim de dias nublados e de “quases”, como alvoreceu um time que encantaria o Brasil, a América e que assombrou o mundo ao não se curvar diante do poderoso Real Madrid no mundial do ano seguinte. 

O gol de Luan mostrava que havia entre nossos jogadores alguém capaz de ser Rei, de transformar a mais feroz zaga em vassalos do seu futebol. Não que fosse alguma novidade, não que não conhecêssemos a habilidade, não que não soubéssemos quem era Luan, carrasco de GRE-nais, herói de uma Olímpiada que creditaram a outro, mas foi ali, foi naquele momento que entendemos sua grandiosidade. 

É inegável que ao mudar nossa história Luan tornou-se o protagonista, os holofotes caíram sobre ele. Mas ele, ao contrário de muitos, não sucumbiu a pressão. Assumiu para si a mágica camisa 7 do GRÊMIO, não só para vesti-la, mas para honrá-la e dar-lhe mais algumas toneladas de peso e glória.

Luan seguiu e seguiu fazendo gols e nos encantando, criando uma lenda, nos fazendo sonhar com a América.

E então, na sonhada LIBERTADORES DA AMÉRICA – assim mesmo em letras garrafais – numa Final e não em qualquer jogo e não em qualquer local e não em qualquer noite e não com qualquer camisa e não por qualquer torcida, Luan, diante de um estádio que pulsava, no dia 29 de novembro de 2017, aos 42 minutos do primeiro tempo, fez o que só Luan poderia fazer…

Que los parió, Luan Guilherme de Jesus Vieira… muito obrigado! 

Anderson Kegler

Sirvam nossas façanhas…

Esse texto não foi escrito depois da final da Copa do Brasil. Escrevo mais de 24h antes do primeiro jogo, enquanto ainda consigo ter os últimos suspiros de lucidez antes de ser envolvida na famosa “função de jogo”.

Não que tenha grande função de jogo. O Estado está em bandeira preta. As UTIs estão lotadas e infelizmente os números de mortos por conta do Coronavírus são os maiores de todos os tempos no Rio Grande do Sul. Mas o esporte, essa prática lúdica de entretenimento, ganhou importância exagerada na nossa sociedade e economia. 

Enfim, enrolei essa abertura do texto para, finalmente, no terceiro parágrafo dizer que o título é um recurso fácil de engajamento chamado click bait. É uma isca para o desavisado compartilhar esse conteúdo, mesmo até sem ler. Os mais experientes não usavam essas expressões em inglês, chamavam de “pega-ratão”. Expressão que honestamente prefiro.

Mas então: venho aqui com esse “pega-ratão” para fazer diferente de certos dirigentes que pregam contra alguma coisa só depois que não podem mais se beneficiar delas. Me refiro ao episódio que foi defendida a profissionalização da arbitragem ao final do campeonato brasileiro como bode expiatório para atividade de campo. Não é que eu não concorde com a profissionalização, mas eu falo isso o ano inteiro e não só quando me é politicamente interessante.

Minha proposição é de que agora que a Copa do Brasil passou o Grêmio possa finalmente prestar atenção e se organizar de fato e não apenas da boca para fora. 

Sirvam nossas façanhas de modelo à toda terra após essa final da Copa do Brasil. 

Um clube de futebol profissional deve e merece ser administrado como um clube de futebol profissional. Não importa o resultado da final, peço que se aprenda que uma campanha como a de 2020-21 sirva de aprendizado do que não se pode cometer, principalmente em um ano de crise. A pior coisa em uma crise é a falta de planejamento e a criação de uma expectativa irreal. 

Não podemos começar um ano com contratações infelizes como foi o que passou. Não importa a conversa pra boi dormir que o Romildo diga, o Grêmio contratou mal na temporada que passou (“pra boi dormir”, outra expressão usada há não muito tempo e que adoro). A falta de planejamento se evidencia quando se contrata jogadores que simplesmente não se encaixam no esquema tático.

Será que a mudança de um futebol propositivo e de posse de bola para um modelo reativo e de domínio de espaço foi intencional? Porque se foi, é pior ainda. Alguém está enganando alguém e todos estão enganando uma torcida. Notamos que deixar nossa zaga completamente exposta e dependente de brilhantismos individuais não foi a melhor opção durante o ano, vamos repetir essa ideia? 

Sei lá, a temporada passada foi a do empate. A temporada do abandono do campeonato brasileiro e da equipe que decolou apenas por duas semanas (em novembro) porque foi isso que a preparação física permitiu (e olha a tabela do campeonato estava pronta desde junho).

Diferente de um certo dirigente que só reclamou porque o campeonato acabou, e não o favoreceu, escrevo isso antes.

Antes dos resultados das duas partidas para dizer com consciência tranquila que se o Grêmio venceu, foi apesar de tudo isso. E se perdeu, foi também por conta de tudo isso. 

Renato Portaluppi. No dia 27 de fevereiro, tanto o Grêmio quanto o técnico não tinham certeza se seguiriam o resto da temporada.

Finalizo com o importante fato que até o momento não sei se no dia 8 de março os atletas do Grêmio vão ainda responder às ordens de Renato Portaluppi. 

Renato é alguém que sou eternamente grato por esse tempo no Grêmio e por viver esse sonho louco que é transformar esse clube administrado como aquela padaria de Guaporé, em algo maior que os esforços políticos transparecem fazer. 

Estou falando de 15 dias do passado e não sei quem é o técnico da temporada 2021 e sabe o que é pior? Eu não sei se o próprio Grêmio sabe.

Se tudo ocorrer mal, estaremos jogando a primeira fase da Libertadores em breve. Desastre.

Existe um esforço HERCÚLEO de fazer algo nas coxas e não é um problema só gremista, mas nossa incompetência não nos faz tirar proveito desse cenário generalizado no nosso esporte. Vivemos pela lei do menor esforço.

Sirvam nossas façanhas de modelo à toda terra” diz o hino estadual. Esse é o pega-ratão que provavelmente não foi entendido. Afinal de contas, “nossas façanhas” podem muito bem ser algo como: “Veja tudo isso que foi feito e não repita os mesmos erros!”.

De modelo à toda terra.

Fane Webber

Final da Copa do Brasil

Eis que após um campeonato brasileiro medíocre em que ninguém queria ganhar – no último jogo bastava ganhar para ser campeão e ninguém ganhou – surgem as finais da Copa do Brasil!

GRÊMIO e Palmeiras se enfrentam neste domingo, num jogo que promete de tudo, desde um futebol miserável até muita emoção por conta da baixíssima qualidade técnica dos “heróis” em campo.

Não se enganem com meu ceticismo, vou torcer muito pelo GRÊMIO, mas porque sou torcedor do GRÊMIO, não porque eu ache em algum momento que existe algo além disso. Só é possível acompanhar o nosso futebol (brasileiro) por puro sentimento e paixão, porque, com o já falei outras vezes, se fosse pelo nível técnico é preferível fazer qualquer outra coisa.

O time do GRÊMIO vem de um ano que contratações infelizes e alguma dose de “não é possível que esses caras treinem se fazem isso em campo” colocaram em cheque boa parte da credibilidade alcançada nos últimos anos de conquistas. Mas, como dizem os sábios e doutos senhores do futebol: se levanta taça, nada mais importa. E eu, de certa forma, concordo, ao menos no que tange o time em si.

No meio de uma pandemia, onde o número de mortos cresce a cada dia, onde as atitudes dos governantes beiram a irracionalidade e a população age usando de todo o seu direito de ser estúpida, inconsequente e deseducada (princípios básicos para ser brasileiro nato) vamos torcer para sermos campeões, mas comemorar… comemorar é bem mais difícil.

Domingo, 21h, GRÊMIO e Palmeiras na Arena, é o primeiro confronto e para almejar algo é importante fazer um resultado positivo.

Era isso, perdoem-me por não estar mais entusiasmado como fui outrora, mas a situação geral do Brasil não permite muito otimismo.


Anderson Kegler

Quem diz entender o futebol gremista está mentindo

Temos que escrever, comentar e apontar agora simplesmente porque fazer isso na semana da final é coisa de pau no cu: Será que seremos competitivos nessa final da copa do brasil? Será que poderemos surpreender a todos e levantar a taça da copa pela sexta vez na história?

O torcedor que diz entender o futebol praticado pelo Grêmio está mentindo ou nunca entendeu do esporte. É impossível achar um padrão de jogo, ao menos um padrão positivo, para o que está se aplicando em campo de novembro para cá.

Quando o Grêmio achou seu estilo de jogo, ao menos algo próximo disso, nessa temporada era um futebol veloz de contra-ataque e fulminante. Os meses foram passando desde a conquista do Gauchão e parece que nossa curva de desenvolvimento já atingiu o auge e agora volta a descer.

Quem diz entender o futebol gremista está mentindo
Foto: Lucas Uebel

O medo de acordar um dia e ver jogadores sendo ressuscitados para jogar a final é gigante. Robinho jogando de meia no jogo de volta da final! Essa ideia é realmente assustadora, mas como posso esperar algo diferente?

Reza a lenda que o Renato é, além de tudo, um cara que consegue inspirar os jogadores. A grande dúvida que fica na minha mente é quem vai inspirar o cara que deve inspirar nosso time?

A confiança no time está abalada. Não sei como está a confiança do time, se eles confiam neles mesmos. Reza a lenda que o Renato é, além de tudo, um cara que consegue inspirar os jogadores. A grande dúvida que fica na minha mente é quem vai inspirar o cara que deve inspirar nosso time? Renato parece triste, distante…

Avançando no assunto, deixo claro que não sou daqueles chatos que acham que o Grêmio não deveria fazer rodízio de seus jogadores. Eu, na verdade apoio, pois acredito que um grupo forte e testado é melhor que um grupo dependente sempre dos mesmos.

O que me intriga é que gostaria de ver um fio que conecta, uma diretriz, uma ideia central tática que oriental os onze jogadores em campo. Isso não parece que está acontecendo. Será que acabaram as ideias do Grêmio? E se acabou, acabaram assim, sem mais nem menos? Não teremos mais um fator surpresa para apresentar ao adversário? Devo jogar a toalha? Isso eu me recuso, Grêmio.

Para finalizar, são muitos assuntos e quero evitar me estender demais, porque alguns jogadores são punidos com o ostracismo e outros não? O que acontece com Darlan?

E já que esse texto é mais para fazer perguntas do que para respondê-las, agora faço a derradeira: Qual o aprendizado e amadurecimento que levaremos dessa temporada para a próxima? A única certeza que temos é do calendário igualmente agonizante e apertado. 


Fane Webber

Grenal, uma derrota lamentável

O GRÊMIO perdeu o GREnal de forma lamentável.

O adjetivo serve para que o leitor pense livremente sobre os motivos que deram causa a derrota. Não vou me aprofundar, mas foi lamentável…

A questão agora é outra. Se vencer o Flamengo, o GRÊMIO entrega a taça para o maior rival, se não vencer ameaça sua estada na Libertadores.

Corremos um risco e tanto.

Pensem no cenário: GRÊMIO perde para o Flamengo, se complica e acaba não ficando no G6, Santos campeão da Libertadores e nós não somos campeões da Copa do Brasil e o inter é campeão brasileiro. Não tem nada de tragédia nisso, é um cenário bem possível e provável de ocorrer considerando os últimos acontecimentos.

Claro, sempre pode ser tudo diferente, mas não sei não… ando preocupado com o momento do GRÊMIO, aliás, ando preocupado com o momento desde de que perdemos para o Flamengo em 2019, e não na Libertadores, mas no jogo do brasileirão que eles vieram com meio time reserva e levamos 1×0 em casa.

As contratações do GRÊMIO tem sido lamentáveis, em sua maioria. Vamos torcer para que as da próxima temporada não sejam.


Anderson Kegler

O cansativo e repetitivo problema

Ora, estamos diante das últimas rodadas do brasileirão, quem vê a classificação hoje entende o quão ela dói em nós gremistas.

O Grêmio, como sempre, erra na estratégia do campeonato de pontos corridos. Reservas e/ou displicência em jogos fáceis e titulares em jogos difíceis. Como se vencer o Grenal não nos desse os mesmos 3 pontos do jogo contra o Ceará na segunda rodada. Todo mundo repete esses mantras há anos, mas sempre que chega a hora nada acontece, se repete o mesmo e cansativo erro. Não é essa gestão e esse técnico, é sempre! Talvez com exceção de 2008, quando perdemos por incompetência do time, o GRÊMIO desperdiça chances de ser campeão brasileiro por estratégia equivocada, eu acho.

Sou fã das copas, prefiro-as também. Tem mais gosto vencer no mata-mata que no ponto corrido, para mim ao menos. Mas ver a oportunidade se esvaindo entre os dedos por menosprezar ou não identificar as chances… cansa.

Já escrevi e falei diversas vezes que o nosso problema como futebol é que administramos de forma amadora e queremos resultados profissionais. Ser profissional não é só receber salário para fazer algo.

Não pensem que quero a troca de comando no GRÊMIO, acredito que estejamos com uma das melhores administrações que o clube já teve, mas precisamos de alguns ajustes para chegar ao real potencial.

Por hoje era isso.


Anderson Kegler

O que podemos aprender na eliminação da Libertadores para superar na Copa do Brasil

Não é fácil superar uma eliminação na Libertadores, especialmente contra uma equipe que tem hoje menos condições que o Grêmio.

Mas o fato é que o Grêmio foi ridiculamente superado pelo Santos e se na primeira partida a gente pode aprender algumas lições, a segunda partida deixou mais claro isso. E entender esses dois jogos são fundamentais para conseguirmos avançar a mais uma final de Copa do Brasil. Vou trazer apenas duas que pude observar com clareza:

Primeira lição: Intensidade e linhas altas

O Santos marcou em cima, encaixou os jogadores e avançou as linhas. Não vou detalhar aqui pois o twitter do @Analixta já fez muito bem a análise em outro jogo, que serve da mesma maneira.

O São Paulo, adversário da semi-final, joga muito com linhas avançadas e apesar de não encaixar tanto a marcação por atuar nas zonas, a intensidade de pressão na bola é o ponto forte.

Segunda lição: Jogadores fora de posição

No jogo da volta aconteceu isso com maestria. Jean Pierre recua pra segundo homem do meio após a entrada de Pinares. Depois quem sai é o David Braz e entra o Churin, aí Matheus Henrique recua pra linha de zaga.

Ora, se o nosso melhor Jean Pierre é que atua lá mais perto do gol e Matheus Henrique tem uma chegada forte na entrada da área dando suporte para passe e conclusão, por que recuá-los? Para colocar jogadores de qualidade duvidosa mais na frente?

O adversário da vez

O São Paulo, treinador há mais de 1 ano pelo Fernando Diniz, não me parece o time que irá fazer como o Santos. Mudar o esquema para surpreender não é muito do feitio do técnico tricolor paulista.

Sendo assim, veremos um São Paulo com intensidade e pressão no jogador que tiver a bola. Linhas altas e construção de jogo pelo chão.

Como o Grêmio pode se aproveitar disso?

Jogar EXATAMENTE como o Santos fez contra o Grêmio. Linhas mais altas, encaixar a marcação e ser efetivo no ataque de maneira rápida aproveitando os espaços do adversário. Que vão surgir.

Na defesa, se fechar, como o Santos fez. Intensidade absurda e linhas bem compactas e próximas.

Vamos avançar jogando dessa maneira? Não sei, mas me parece uma estratégia pontual a fim de segurar o líder do campeonato brasileiro e garantir mais uma vez a vaga na final da Copa do Brasil.

Seguimos.


Gabriel Pinto

Renato não é técnico, mas…

Ora, obviamente critico o trabalho do Renato.

Sou gremista, gosto de futebol e vejo os erros do time em alguns jogos que poderíamos ter vencido. Não é fácil, mas são inevitáveis a crítica e a corneta, às vezes. Quando se trata de GRÊMIO sou mais passional do que gostaria, afinal torcer não é um ato racional. Porém, não cogito outro técnico a frente do TRICOLOR! Não consigo ver no Brasil outra pessoa capaz de comandar e controlar um grupo como faz Portaluppi.

O GRÊMIO nesses últimos anos, venceu títulos importantes e, principalmente, fez inúmeras campanhas consistentes! Não é fácil estar sempre entre os primeiros colocados, ainda mais com um calendário e orçamentos como os nossos.  O time mudou muito desde a Copa do Brasil de 2016 (que golaço do Luan contra o Cruzeiro, vocês ainda lembram?), ainda assim, com toda essa transição e com os inúmeros erros de contratação, Renato nos mantém sempre na ponta de cima de TODAS as competições. Poderíamos ter vencido mais alguma? Talvez, não sei. O difícil de ser campeão é que sempre há outro time que também quer a taça!

Vários técnicos muito festejados não resistem nem em clubes com menos pretensões e com torcidas menos fanáticas, o GRÊMIO é uma panela de pressão e aqui sempre se quer a Copa! O time está em transição, precisamos ter paciência. Vejam 2020 com todas as críticas, estamos na semi-final da Copa do Brasil e o Flamengo que é cantado em prosa e verso está fora, o Atlético-MG está fora, Santos está fora… Vamos analisar o desempenho geral às vezes, sair da análise pontual de um jogo. Brasileiro controlado e oitavas da Libertadores, não esqueçam que classificamos e primeiro do grupo. Ah, vencemos o gauchão, que não é nada, dizem, mas experimenta não ganhar…

Quando Adalberto Preis trouxe o Renato, lá em 2016, ouvimos inúmeras pessoas dizendo que Renato não era técnico, era motivador ou outro adjetivo depreciativo qualquer. Eu sempre achei que ele era o técnico que o GRÊMIO precisava para mudar uma história que se arrastava triste e cansativa. Ainda hoje acho isso! Renato não é técnico, mas está aí nos mantendo no famoso “outro patamar”, ou algum outro clube do Brasil está na mesma situação do GRÊMIO há tanto tempo? Acho que não.

Aos que acham que Renato já deu o que tinha que dar, pergunto: quem? E não me venham com técnicos que não deram certo nem em times nível série B.

Renato, na minha opinião, fica para 2021, 2022… 2025! Os entendidos que apresentem quem faça melhor. E peço categoricamente: sem soluções mágicas!


Anderson Kegler

O nosso maior 9…

Jardel, 91 jogos, 81 gols. Muito mais do que isso, muito mais do que só os gols, era a mística! 

Escanteio era meio gol e cada cruzamento na área adversária causava euforia nas arquibancadas do velho Olímpico. Todos sabiam como seria, todos sabiam o que aconteceria, todos sabiam que era inevitável, todos sabiam que… gol!

Jogadores como Jardel são raros. Um a cada geração. Predestinados! craques!! E craque sem aquela generalização tola dos programas esportivos, em que qualquer um é Pelé!

Mário Jardel é uma lenda na história de um dos melhores times que aconteceram no Brasil. Um time que até na escalação era uma poesia. Bonita e simples, a escalação poderia ter sido escrita por outro Mário, o Quintana: 


Danrlei, Arce…
Carlos Miguel, Paulo Nunes
e JARDEL!

Jardel não era mais do que poderia ser, não tentava ser mais, sabia o que era capaz e por isso foi tão bom. Fazia só o gol! SÓ O GOL! E os fez aos montes, principalmente, em jogos históricos! Até seu gol muito mal anulado contra o Palmeiras em 96 é histórico!

O tamanho de um jogador se vê pelo vácuo que ele deixa ao sair do time. 

Sua partida deixou uma sombra em campo, uma ideia, uma vaga que sempre se busca preencher. Um jogador com o estilo dele pode ser que nem tenha mais espaço no futebol atual, um homem exclusivamente de área. Hoje todos precisam fazer mais, talvez por não serem tão fatais!

Por mais craques que tenha nosso amado GRÊMIO. Por mais que existam goleadores. Por mais títulos que conquistemos ao longo da história. Por mais que vibremos enlouquecidamente em cada gol…
Sempre, invariavelmente sempre, ao olharmos para a grande área do adversário veremos o nosso maior centroavante, o nosso maior 9, o 16!

Obrigado Mário Jardel Almeida Ribeiro! 

Obrigado JARDEL!

Nem Cavani salvaria o Grêmio

O Grêmio vive momentos complicados.

Complicados é um eufemismo, porque tem gente que queira adjetivar de forma mais dura.

O Grêmio, que entrou em campo e perdeu para o Sport em uma partida com Thiago Neves titular. E depois, com detalhes do contrato revelados ao público, o Grêmio teve seu presidente demitindo o atleta. Criando duas preocupantes dúvidas em nós torcedores: Será que o presidente não sabia do contrato que assinou? Será que o Grêmio julga esse sendo o único problema do clube?

Logo após fomos tomados por uma euforia insana de ter o centroavante uruguaio Cavani vestindo a camisa tricolor. Somos torcedores, somos passionais e somos irracionais. Muitos sabem ser praticamente impossível que o milagre ocorra, mas deixam-se iludir pela ideia apenas para ter no coração a esperança de tempos melhores.

A situação gremista é tão particular, a realidade é tão desanimadora, que preferimos acreditar no impossível. Porque só assim para fazer a realidade ser menos dura.

Sem Cavani e nem Thiago Neves, enfrentamos o Atlético Goianiense. 

Sem organização e sem futebol, levamos gol. Com um brilho de genialidade é que fizemos um gol. Isaque não é Cavani, mas é nosso. Matheus Henrique, que está sendo criticado, é nosso. Jean Pyerre, que vem sofrendo com perseguições, também é nosso.

Nosso caminho deveria ser pavimentado pensando no nosso futuro e nosso futuro é a base.

Nem Cavani ajudaria o Grêmio neste momento. Nosso milagre não seria capaz de fazer milagres para arrumar os problemas táticos que o Grêmio vem apresentando. Cavani não traria o futebol bonito e eficiente esquecido pelos jogadores e técnico. A bola não deixaria de ser rifada, as linhas defensivas não ficariam magicamente organizadas… 

Mesmo Cavani precisaria de um time para jogar. E o Grêmio pode parecer tudo, mas neste momento não se comporta como time.


Fane Webber

Vitória maiúscula

Que sensacional. As #guriasgremistas foram a Araraquara e venceram com muito talento as atuais campeãs brasileiras.

Em um jogo bastante equilibrado, apesar do bom volume de jogo da Ferroviária, o Grêmio conseguiu manter um posicionamento muito bom para aproveitar os espaços deixados pelas adversárias. Ainda no primeiro tempo, num passe lindo da Mariza por entre a zaga, Gisseli recebeu em profundidade, driblou a goleira e fez o gol da vitória tricolor.

Apesar de a Ferroviária tentar criar ímpeto no segundo tempo, o Grêmio teve algumas boas oportunidades de contra ataque e ainda se segurou na defesa sem muitos problemas. A goleira Raiza trabalhou pouco mas quando precisou estava lá para segurar.

Belíssima vitória das #guriasgremistas que chegam a 5ª vitória no campeonato e já estão com 15 pontos na 4ª colocação. O líder Santos tem 18 pontos e isso mostra que estamos bem na disputa até pelo título.

Seguimos.


Gabriel Pinto

O futebol existe por causa do gol, só o gol importa

Todas as táticas, os treinos, os estudos, os prognósticos, os investimentos, os marketings, os programas, as colunas em jornais, os blogs e as crônicas vivem exclusivamente para o GOL!

Fácil de entender, fácil de aplicar e fácil de fazer. “Esse até minha vó faria”´, é o que se escuta quando o gol acontece. 

Pois eu digo: não fazia, não! Nem ela, nem tu e nenhum dos milhares de entendidos e espectadores que vibram ou choram naquele momento. Se fizessem, estariam ali fazendo! 

Fazer gol não é para qualquer um! 

É muito mais do que sorte e é muito mais do que ser jogador profissional (que já é para poucos). Fazer gol é para os heróis do campo.

Cada arte tem o seus mestres maiores, seus gênios, seus referenciais e o futebol também o seus. Claro, existem alguns craques que não são mestres na arte de fazer gol, mas mesmo esses para serem gênios precisam fazê-los.

Não há craque de verdade que não empilhe alguns gols e de preferência em jogos decisivos. Sim, eu sei que goleiros e zagueiros também pode ser craques, mas não é a mesma coisa. Pelé, é Pelé! Mas é mais Pelé porque fez 1283 gols! 

Bons jogadores, craques e gênios da bola. Entre esses existem aqueles que marcam gerações, que marcam seus nomes na história do esporte exatamente por serem os reis da grande área. Marcam seu nome por serem aqueles que levam a torcida aos estádios, por serem a garantia da festa e que justificam as loucuras dos torcedores. Esses não são apenas centroavantes, não são apenas um camisa 9:  São predestinados! 

Cada clube ou seleção teve ao menos um dessa espécie, aquele que todas as crianças sonham em ser e que é lembrado em todas as conversas de bar: O goleador nato! 

Sim, GOLEADOR! Assim com “CAPS”. 

Alguns clubes, como o GRÊMIO, possuem a sorte de ter na sua história mais de um desses. Quem nas fileiras da nossa torcida não exalta Baltazar, Alcindo, Tita, Luan, Renato. Jogadores que apesar de nem sempre usarem a 9, jogavam com se usassem… O número é apenas um detalhe. Até porque quem entre nós não sabe que o nosso maior 9 usava a 16?

Uma série de 3

O futebol é um jogo, somente um jogo e nada além disso, qualquer outra designação ou entendimento é pura falta de referencial. Mas um jogo pode ter sua magia, seu encantamento, sua beleza.

Futebol não é jogo de azar, exige técnica dos praticantes, tanto que existe o futebol profissional, e esse arrasta e mobiliza multidões mundo a fora. O futebol, mesmo amador praticado por todos nós em algum momento da vida, produz lances e momentos marcantes, lembranças caras entre amigos e familiares. Todos jogamos bola na
rua, na praia, no pátio, no condomínio, no colégio… enfim, é um esporte simples e por ser simples é magnífico.

Basta uma bola e dois jogadores, está armado o clássico, posta a torcida, pronta a diversão e começa a ser escrita uma séria interminável de conversas e lorotas sobre dribles e jogadas que deixariam um Cristiano Ronaldo com inveja e retirariam a coroa de Pelé.

Existe algo de inacreditável e, por vezes, inexplicável no futebol: às vezes se ganha quando se perde e às vezes se perde quando se ganha! Acredito que, no esporte, só no futebol isso é possível. Mas existe um além, um instante no espaço tempo de uma partida que é sublime, que justifica todo acontecimento, seja ele profissional ou uma pelada na praça. O momento onde é possível sentir a mais pura força divina imaginável pela humanidade. Aquele pequeno lapso entre o 0 e 1 segundo em que o relógio para… o gol!

Não há futebol sem gol! Ele pode não acontecer, mas é tão almejado que um zero a zero é derrota moral do esporte, mesmo quando ele nos favorece. E sobre o gol há uma particularidade: todos podem fazê-lo, todos podem tenta-lo, até mesmo aquele que tem por dever impedir. Porém, existe alguém que nasceu para fazer o gol, nasceu para elevar as arquibancadas aos céus, para fazer temer os adversários. Aquele que justifica todas as táticas e treinos. É nele que a bola deve chegar, é para ele que time joga.

Não precisa ser craque, não precisa ser gênio, não precisa sujar o uniforme, “só” precisa fazer o gol, o resto que comemore. Dizem que ele nasce pronto, que é uma espécie de divindade do esporte. Podem dar a ele muitas camisetas e nomes, mas todos ao olharem para o campo sabem quem é centro-avante.


Anderson Kegler

Hoje tem GRÊMIO x Flamengo

Ano passado fomos vencidos pelo Flamengo na Libertadores de forma acachapante!

Quem não lembra? 5×0 foi um massacre, porém, na modesta opinião deste que vos fala, foi um jogo atípico. Tudo deu certo para eles e nada pra nós. O que realmente perturbou foi o jogo do brasileirão na Arena. O Flamengo veio com os reservas, veio visivelmente desinteressado e nos venceu por 1×0. O GRÊMIO precisava daquela vitória para lavar a alma, mas não venceu.

Foi ali que pela primeira vez desconfiei do trabalho do clube. Ali eu fiquei “tá. mas nem dos reservas?”. Acredito que desde 2016 ou 2017 o GRÊMIO vem contratando mal e diminuindo sua capacidade técnica e tática.Talvez o Orejuela seja o primeiro acerto em anos. O jogo de hoje terá como pano de fundo um Flamengo em reestruturação e um GRÊMIO que precisa da vitória para não ficar já na 4ª rodada distante demais do líder.

Será um confronto difícil, mas o que me incomoda é que VALE OS MESMOS 3 PONTOS QUE VALIA O JOGO COM O CEARÁ!!!!!!!! Não consigo entender como ainda não perceberam que não importa de quem se vence no brasileirão, tudo vale a mesma coisa. 3 pontos! Se perdermos hoje, não será diferente de perder para o inter ou para o ASA de Arapiraca.

O campeonato de pontos corridos está posto faz 17 anos e o GRÊMIO ainda não entendeu. Lá no fim do campeonato, quando o líder estiver 257 pontos na frente, faltando 4 rodadas virão as tradicionais desculpas de que pobre não dá sorte na vida, de que é longe, de que tem muitos jogos, de que precisa de plantel, de que falta dinheiro… Não estou dizendo que temos obrigação de ganhar o brasileiro, só estou dizendo que nós perdemos quase todas as vezes para nossa inacreditável incompetência administrativa. 

Estão todos autorizados a discordar, mas duvido que tenham argumentos. Vamos torcer para uma vitória hoje, no jogo mais difícil até agora, pois precisamos compensar os pontos perdidos.


Anderson Kegler

Tenho que admitir

Não dá pra negar e brigar com os fatos sempre, é preciso ter coragem e admitir quando você tem que dar razão para o outro. E nesse caso, quem tem que admitir e dar razão sou eu.

Admito: Não gosto desse modelo de jogo do Grêmio de circular a bola sem criatividade e ela eventualmente ir pra área achar o centr0avante. Mas…. Tá dando certo. Então, não brigo com os fatos e dou o braço a torcer para o Renato e principalmente para Diego Souza.

O jogador vem fazendo aquilo que se esperava dele, gols. Artilheiro isolado, parece estar sempre no lugar certo, na hora certa. No jogo pequeno, no Grenal, no início do Brasileirão.

E se tá dando certo, até colocar o guri Isaque fora de posição parece funcionar. Ele não vinha tão bem na partida, mas o posicionamento avançado em um ataque fez com que ele dentro da área desse a “assistência” para Diego SHOWZA fazer o gol da vitória na estreia.

O próximo jogo é lá em Fortaleza, contra o Ceará, na quarta. Não tem tempo para treinar e provavelmente seguiremos na DIEGODEPENDÊNCIA por uns bons meses. Que ele siga marcando e nos dando alegrias, que eu seguirei calando minha boquinha sem problema algum.


Gabriel Pinto

Baile de despedida

Sabe aquela sensação de dever cumprido e que você só tá esperando o desfecho da melhor maneira possível? Pois é. Certamente é isso que deve ter passado na cabeça do Everton antes do jogo. E deu tudo certo no fim.

Talvez tenha faltado o gol para coroar mais uma grande atuação do camisa 11 tricolor. Foram praticamente 2 assistências, teve caneta, chapéu e pra fechar com chave de ouro: braçadeira de capitão e levantamento de taça.

Tudo isso num GREnal.

A entrevista pós jogo só mostrou o quanto o guri respeitou o clube e honrou demais a camisa gremista. Sai com tudo, vai por cima, deixa carisma, títulos e muita corneta no rival.

Valeu, Everton Cebolinha. Tu é grande demais nesse Grêmio.


Gabriel Pinto

Mais do mesmo

O empate em 1×1 diante do Ypiranga nesse último domingo, mostrou mais do mesmo do Grêmio. Um time que ainda não apresenta o entrosamento ideal, que não cria nada novo e não surpreende.

Os números do jogo mostram o que foi a partida. Um Grêmio dominante com a bola, jogando quase o tempo todo no campo do adversário mas com o mesmo problema de antes da pausa. A falta de criatividade.

Talvez seja hora de admitir que não veremos mais aquele Grêmio de 16 e 17 envolvente e construtivo, que por mais que houvesse um padrão, havia algo que desconcertava e abria as defesas adversárias. O Grêmio de 20 é esse. Rodando a bola, procurando espaços e tentando achar uma bola na área pro Diego Souza fazer os gols. Porque é exatamente isso que ele faz. Gols. Nada mais em campo. E se a bola não chegar nele, aí o Grêmio depende da casualidade, como foi no Grenal.

Por outro lado, o espaçamento no largo campo do time gremista, mostra os espaços defensivos e aí Ypiranga, com apenas uma tentativa, foi lá e conseguiu o gol. Mérito do jogador que acertou uma bucha da intermediária, mas há de se ressaltar o espaço deixado para o arremate adversário.

Foto: Max Peixoto

Ofensivamente, temos um centroavante que é capaz de decidir e empilhar gols, já defensivamente temos uma dupla de zaga que não requer comentários, por isso o “mais do mesmo” tem me incomodado, não é o que eu gostaria de ver. Mas entendo e torço para que dê certo esse método escolhido.

Seguimos.


Gabriel Pinto

Ganhar GREnal sempre é bom

Apesar de todo o contexto, não dá pra negar que ganhar GREnal sempre dá uma sensação de alívio e orgulho.

Foi um jogo estranho, ao meu ver. Corrido, brigado e truncado como geralmente são os GREnais, mas ontem estava meio nebuloso, com uma torcida virtual, com aquele gramado ruim e com uma transmissão de tv pior ainda. No campo, a superioridade do Grêmio, veio à tona apenas no resultado, mantendo uma série de invencibilidade nos últimos clássicos e que nos anima por estarmos no “alto da gangorra”. Mas o jogo fluído do Grêmio ainda não é perto daquilo que acho melhor. A entrada de Darlan no intervalo foi fundamental pra dar mais mobilidade ao meio de campo, Maicon hoje, tem que ser reserva.

Guilherme Guedes fez uma ótima estreia e não deu nem tempo de lembrar que perdermos Caio Henrique. Se sou o Renato, mantenho o guri como titular na lateral esquerda.

Everton, apesar de ter perdido o Pênalti, segue sendo o diferencial do time. Matheus Henrique cada vez melhor, Alisson corre, se entrega, marca, passa… Mas o Pepê continua pedindo espaço. Jean Pierre mostrou o que sabe. É us guri.

Diego Souza nem sei o que tá fazendo ali. É hora de rever essa titularidade. O time tá abusando de chutões e saídas de bolas longas pra tentar explorar a força do jogador, mas não é essa a maneira que chegamos no melhor futebol já jogado.

Esse GREnal não valeu praticamente nada, foi um amistoso de luxo, mas que rendeu mais uma vitória e confiança para o time começar bem o Brasileirão. Que sigamos melhorando para, quem sabe, no meio desse contexto todo de 2020, não tenhamos algo para celebrar ao final do campeonato.


Gabriel Pinto