A insegurança e a incerteza

Está marcado a volta do Campeonato Gaúcho para esta quarta feira. E nada menos do que um GREnal para atacar nossos corações.

Tenho duas dúvidas sobre essa volta, ao meu ver precipitada, que pairam no campo da subjetividade. A insegurança e a incerteza.

A insegurança com relação a saúde dos atletas e demais envolvidos em um jogo de futebol. Desde o gândula até o presidente do clube. Quantas pessoas vão estar de alguma forma inserida dentro de uma partida de futebol para se garantir que não haja nenhum tipo de perigo para o contágio do coronavirus? O controle será eficaz ou veremos os mesmos problemas de fiscalização que vemos na sociedade como um todo? Basta lembrar que o futebol está inserido nesse contexto e não é um mundo a parte.

A incerteza do que vai acontecer dentro de campo nesse retorno. Atletas desgastados, com pouco ritmo de jogo e com o ânimo ainda em construção. Será que veremos um Grêmio dominante, com troca de passes e pressão na saída como víamos ou será uma espécie de continuação daquele Grêmio errante antes da parada, com pouco introsamento e menos intenso do que gostaríamos.

Será um GREnal que não responderá nenhuma das minhas duvidas, mas teremos que acompanhar e torcer para que o Grêmio e saúde de todos saiam vencedores.


Gabriel Pinto

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2 comentários

  1. É uma dúvida que também tenho e não consigo encontrar resposta. Minha única certeza é que não verei, simplesmente não consigo.
    Tem um outro questionamento que me assombra desde que o mortadela começou a bater bumbo pelo retorno do futebol. Convenhamos, não é a posição dele ali, é a posição da empresa que o emprega, ele apenas vocaliza, afinal, quem paga as contas da mídia é o futebol. Vamos ao questionamento, caso algum jogador contaria o vírus será considerado acidente de trabalho? Sendo afirmativa a resposta, qual será a punição ao clube?
    O exemplo anterior até é simples e vamos extrapolar, e se, por exemplo, o Everton seja infectado, desenvolva uma forma mais grave da doença (toc… toc… toc na madeira, que isso não ocorra nem com ele, nem com ninguém) e fique incapaz de jogar futebol pelo resto da vida, quem pagará pelo prejuízo dele e do clube? Algum dirigente se responsabilizará por isso?
    Dei ele como exemplo porque certamente terá uma grande carreira pela frente, inclusive na maior vitrine do futebol mundial que é a Europa. Alguma pessoa minimamente razoável conseguiria dormir tranquilamente com esse peso na consciência? Dado nosso atual cenário de imbecilidade, ignorância e ausência de empatia, cujo maior representante ocupa o Palácio do Alvorada (noa perdoa Niemeyer), acredito ser possível.
    Caso ocorra com apenas um atleta do clube é fácil resolver, cria-se o cargo Gabriel Ana Maria, a instituição Grêmio fica com a responsabilidade de resolver o problema e o dirigente responsável sai ileso. Agora, se forem 6, 11 ou 20 atletas, como proceder?

    1. Concordo. O futebol não está alheio a sociedade.
      Já temos um exemplo de como proceder. A Chapecoense teve 14 atletas positivos com covid19 semana retrasada. O que a Federação fez? Suspendeu o campeonato de novo. Não duvido se isso aconteça no RS em breve.

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