MBG Live #08 – Contratações, GREnal e Libertadores

Saudações tricolores!

MBG Live com Gabriel Pinto, Anderson Kegler, Fane Webber e Rodrigo Azevedo para falar da semana de Grêmio.

Na pauta do programa as contratações de Rafinha e Thiago Santos, a vitória no último GREnal com participação decisiva dos guris da base e também a análise para o confronto dessa terceira fase da pré Libertadores.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

Mesa de Bar do Grêmio #342 – Que pedazo de gol

Fala galera tricolor!

O podcast Mesa de Bar do Grêmio desse mês é especial. A campanha “Que pedazo de gol” que criamos chega ao nosso debate mensal com apresentação de Rodrigo Azevedo e as participações de Anderson Kegler, Gabriel Pinto e Fane Webber.

Na pauta do programa, única e exclusivamente: Luan. As lembranças, os gols, os momentos marcantes nos nossos corações.

Loja do MBG

A campanha “Que pedazo de gol” também inspirou nossas mentes para a criação de dois produtos únicos, exclusivos e limitado. Um kit com 4 porta-copos e 1 abridor de garrafa de parede. Com desenho maravilhoso feito pela Porto Artes e alta qualidade de produção com madeira e cortiça.

Aproveite para acompanhar todos os programas da campanha:

MBG Analisa
Texto
MBG.Doc

Ouça, leia, compre e espalhe a palavra do MBG.

MBG Analisa – Luan

Saudações tricolores!

O programa de hoje é especial para a campanha “Que pedazo de Gol”. E por isso vamos falar exclusivamente dele, do reizinho, Luan. Números da passagem de seis temporadas pelo tricolor e também uma análise de como um meia atacante conseguiu ser além de um ótimo assistente, artilheiro.

Na passagem pelo Grêmio foram 293 jogos e 77 gols marcados, ultrapassando inclusive a marca de gols do Renato, justamente quando este era o treinador. Artilheiros da temporada 2017, foi também artilheiro da Libertadores e é o segundo maior artilheiro gremista da Arena.

É impressionante como um jogador que tinha características de meio-campista conseguia ser tão efetivo para deixar a bola na rede. De fora da área, de dentro, como 9, como falso 9, cabeceando… De todos os jeitos, Luan contribuiu demais para as conquistas da Copa do Brasil, da Libertadores e da Recopa.

Não dá pra definir exatamente como Luan atuava nos dois times em que se destacou no Grêmio. No de Roger, no caminho para o título da Copa do Brasil, ele jogava como o famoso “falso 9”, variando com Douglas entre ataque e meio. Já no Grêmio do Renato, era um “10” que circulava pelo campo e fazia a bola circular aos demais atletas.

Vamos relembrar alguns jogos para mostrar essa diferença de eficiência em cada setor do campo e de como ele tinha visão e leitura dos espaços para participar do jogo o máximo do tempo possível.

O primeiro jogo é o confronto contra o Atlético MG pelo Brasileirão de 2015. Partida no Mineirão em que o Grêmio venceu por 2 a 0 e o Douglas fez um gol espetacular de uma jogada que nasce na lateral direita defensiva. Esse Grêmio já dava mostras do que viria a fazer nos dois anos seguintes.

Aos 40′ do primeiro tempo a gente tem o antológico gol do Douglas. E o que chama a atenção nessa jogada iniciada no setor defensivo, é o deslocamento do Luan no espaço do meio e a simplicidade para dar sequência na jogada. Ele dá dois, três passos em direção ao buraco que o time do Atletico deixa e vira uma opção de passe rápido para a saída de jogo. Leitura dos espaços é fundamental para um atleta de alto nível.

MBG Analisa - Luan

Nessa jogada ainda, talvez muitos não percebam pois a conclusão do Douglas é perfeita, mas o Luan acompanha na corrida o desenrolar e o Grêmio chega na área adversária num 4×3. Ao acompanhar a jogada, Luan se torna mais um na superioridade númerica na fase de ataque e se o Douglas não quisesse chutar a gol, poderia fazer o cruzamento para o Pedro Rocha que entrava livre no lado oposto.

A movimentação do Luan atraiu um dos zagueiros do Atlético que deixou exposto o lado esquerdo de defesa. Fundamental também é jogar sem a bola.

O Mineirão é quase um salão de festas tricolor. Foi lá também que o Luan fez o gol que levou a gente a criar o Prêmio Luan de Gol mais maravilhoso.

A partida contra o Cruzeiro era a primeira da semi-final da Copa do Brasil de 2016 e na jogada o Grêmio ficou trocando passes por mais de um minuto até encontrar espaço. Não dá pra dizer que havia muito espaço no momento da conclusão, mas é aí que a gente vê o craque que decide.

Na imagem abaixo, 3 jogadores na frente e mais dois se aproximando atrás do Luan. Achar um chute preciso ali é preciso ter muito talento e é claro que aí a sorte acompanha. Luan, marcado, acha uma cavada chute no ângulo oposto do goleiro e faz um golaço.

O terceiro jogo é para citar a qualidade de passe do Luan. Esse jogo não é tão emblemático pois acabou não nos dando título ou tampouco era alguma copa. O ano era 2018 e já estávamos quase no fim da era Luan. Na Arena do Corinthians, um jogo do Brasileirão e um contra-ataque gremista de dois jogadores (Luan e Everton) contra uma defesa corinthiana de quatro jogadores em linha.

Olhando o lance hoje de novo, no frame abaixo, nós, meros apreciadores do futebol, não iríamos conseguir achar alguma jogada ali que pudesse ser eficiente.

Há claro a contribuição no lance de ser um goleiro adversário que joga numa linnha baixa, que estava dentro da sua própria pequena área, há também o fator Everton. O Cebolinha é mais rápido. E essa conjunção de fatores permitiu que para o craque, para o jogador diferenciado, houvesse um desfecho para a jogada que certamente outro não teria feito.

Um passe no “ponto futuro”, na medida e com velocidade certeira para o defensor não interceptar e nem o goleiro chegar a tempo. Somente Luan poderia ter dado esse passe pro gol do Everton.

Poderíamos trazer aqui algumas dificuldades que tivemos com o Luan. Às vezes a falta de impulsividade, por outras vezes uma percepção de cansaço. Mas um momento tão vitorioso na história do Grêmio deve ser exaltado pelas qualidades e pelo reconhecimento daquilo que foi extraordinário.

Poderíamos trazer aqui muitos outros lances, gols em GREnal, lances em jogos menos badalados, gol na Recopa. Mas esses três exaltam aquilo que aparecia na qualidade do futebol do Luan. 

E é claro que eu não posso deixar de falar do gol na final da Libertadores contra o Lanus. O gol que originou a nossa campanha. Mas esse gol não dá pra tentar ser analista, entender a movimentação para não receber o passe em impedimento, achar espaço entre a defesa onde não havia, a frieza, a categoria. Esse gol é fruto da qualidade técnica e somente dele, do reizinho.

“Que pedazo de Gol”.

É de Luan, aos 19 minutos…

Walace,

Maicon,

Na esquerda com Marcelo Oliveira…

Faz muito barulho o torcedor do Cruzeiro…

Aí com Luan na entrada da área, bateu por cima, na trave, gol… gooooooooooollllllll!

Gol do GRÊMIO, é de Luan, aos 19 minutos…

Semi-finais, Copa do Brasil, 2016. Ali, naquela noite iluminada, naquele gol, naquela pintura, naquele toque de genialidade futebolística, naquele que seria eleito um dos gols mais maravilhosos, a história do GRÊMIO mudou. Não só surgiu um estio num sem fim de dias nublados e de “quases”, como alvoreceu um time que encantaria o Brasil, a América e que assombrou o mundo ao não se curvar diante do poderoso Real Madrid no mundial do ano seguinte. 

O gol de Luan mostrava que havia entre nossos jogadores alguém capaz de ser Rei, de transformar a mais feroz zaga em vassalos do seu futebol. Não que fosse alguma novidade, não que não conhecêssemos a habilidade, não que não soubéssemos quem era Luan, carrasco de GRE-nais, herói de uma Olímpiada que creditaram a outro, mas foi ali, foi naquele momento que entendemos sua grandiosidade. 

É inegável que ao mudar nossa história Luan tornou-se o protagonista, os holofotes caíram sobre ele. Mas ele, ao contrário de muitos, não sucumbiu a pressão. Assumiu para si a mágica camisa 7 do GRÊMIO, não só para vesti-la, mas para honrá-la e dar-lhe mais algumas toneladas de peso e glória.

Luan seguiu e seguiu fazendo gols e nos encantando, criando uma lenda, nos fazendo sonhar com a América.

E então, na sonhada LIBERTADORES DA AMÉRICA – assim mesmo em letras garrafais – numa Final e não em qualquer jogo e não em qualquer local e não em qualquer noite e não com qualquer camisa e não por qualquer torcida, Luan, diante de um estádio que pulsava, no dia 29 de novembro de 2017, aos 42 minutos do primeiro tempo, fez o que só Luan poderia fazer…

Que los parió, Luan Guilherme de Jesus Vieira… muito obrigado! 

Anderson Kegler

MBG.Doc – Que Pedazo de Gol

O MBG.Doc é um programa do Mesa de Bar do Grêmio que traz a história do tricolor no formato de podcast. 

E no programa de hoje vamos falar de uma lenda recente. Um ícone que deixou marcado o seu nome no rol de grandes jogadores do clube. Um craque que nos deu o título mais cobiçado pelo torcedor gremista e alcançou o patamar de Rei da América.

Essa é a campanha “Que Pedazo de Gol”.

Luan Guilherme de Jesus Vieira, conhecido apenas como Luan. Ou, nos nossos corações idealizadores: Luanel Messi.

Nascido em São Paulo no ano de 1993, Luan começou a carreira em um clube pequeno do interior paulista e ganhou destaque na Copa São Paulo de Futebol Jr jogando pelo América de São Paulo. Na competição fez 6 gols, sendo um deles no empate com o Flamengo que eliminou o gigante clube carioca da competição. Luan já estava predestinado a crescer nos momentos decisivos.

Luan chegou nas categorias de base do tricolor em 2013 e no ano de 2014 já estava evoluindo e chegando ao elenco profissional. Talvez pressionado pelo fato do Grêmio estar sedento por um título e carente de bons jogadores, ao ver que o jogador tinha um talento especial, já avançou no processo.

Sua estreia com a camisa tricolor foi no dia 19 de janeiro de 2014 no jogo contra o São José no Passo D’areia em Porto Alegre. O Grêmio saiu derrotado nessa partida sob um calor de 39º. 10 dias depois da estreia, Luan jogou contra o Brasil no Bento Freitas em Pelotas e marcou seu primeiro dos 77 gols com a camisa do Grêmio.

MBG.Doc - Que Pedazo de Gol
Foto: Lucas Uebel

O ano de 2014, num processo de evolução do time e do próprio jogador, ainda pudemos ver Luan marcar mais 8 gols na temporada, totalizando 9 e sendo o vice-artilheiro daquela temporada. Luan, um meia-atacante, já mostrava uma de suas característica fundamentais. Estava fadado a ser artilheiro.

Outro fato marcante da temporada de estreia do nosso “menino de ouro” foi o GREnal 403 na Arena. O Grêmio vinha de uma sequência de 2 anos sem ganhar do inter e no aniversário do então técnico Felipão, aplicamos uma sonora goleada no rival. 4 a 1, fora o baile.

Luan, já com faro de gol, abriu o placar na goleada tipicamente como centro-avante, aproveitando um passe cruzado na pequena área adversária. Além do gol, nosso meia-atacante também deu a assistência para o gol do Ramiro, o segundo da goleada.

A história estava começando a ser escrita.

Veio 2015 e a chegada de Roger no comando técnico talvez tenha sido fundamental para a evolução do clube como um todo e principalmente dentro de campo. Nessa temporada Luan fez 18 gols em 58 partidas e cada vez mais víamos um jogador capaz de controlar o jogo no meio, bem como ser fundamental no ataque.

Nessa temporada também não veio o título tão desejado pelo tricolor, mas a história estava nos propiciando momentos fantásticos contra o maior rival e vamos listar aqui 5 motivos pra isso:

Giuliano, Luan, Luan, Fernandinho e Rever (contra).

A data era 09 de agosto de 2015 e o Grêmio já dava mostras de um futebol que viria a ser exuberante nos próximos dois anos. Patrolar o rival foi mais uma amostra do que aquele Grêmio viria a fazer e do que Luan foi capaz de fazer também.

E aí, chegamos em 2016. Um capítulo à parte na história tricolor. A pressão cada vez maior sobre o clube para conquistar um campeonato e nossa esperança vinha de jogadores não tão renomados, algumas dúvidas mas uma certeza: Luan.

Nessa temporada, Luan começou mal, assim como o Grêmio de Roger. Tivemos o famoso dia das pipocas no treino. Um bando de idiota se deslocou até o CT para jogar PIPOCA no Luan e em outros jogadores. Se arrependimento matasse, hein?

Foto: Lucas Uebel

Luan já figurava nas convocações para a Seleção Olímpica Brasileira que viria a disputar os jogos do Rio 2016. E apesar de ser um nome constante, iniciou a competição internacional no banco de reservas. Mas o Brasil vinha jogando mal e até a imprensa questionava o porquê de um jogador tão promissor ser pouco aproveitado.

Eis que na última rodada da primeira fase da competição, o treinador Rogério Micale pressionado se viu obrigado a colocar Luan para jogar. E aí, a história foi feita com o Brasil conquistando pela primeira vez a medalha de ouro no futebol. Luan entrava para a história da camisa amarela e estava prestes a entrar pra história da camisa tricolor.

Para quem acompanha o Mesa de Bar do Grêmio há mais tempo, sabe que nas últimas temporadas nós fizemos a escolha do gol tricolor mais bonito do ano ao final da temporada. E o nome desse Prêmio é uma homenagem ao jogador: Prêmio Luan de Gol Mais Bonito.

Esse nome veio pelo golaço que o jogador fez na partida contra o Cruzeiro pela Copa do Brasil. O Mineirão foi palco da pintura na semi-final que o Grêmio venceu por 2 a 0 e encaminhou a classificação para a final da Copa que viria a conquistar.

Aquele foi o gol solitário do jogador na competição, mas o nível de excelência que ele e o time mostraram ao final, já vale o prêmio. Não podemos deixar de lembrar que o Grêmio passou por momentos conturbados na metade da temporada, fazendo com que o Roger deixasse o comando técnico para assumir o nosso ídolo Renato.

Na temporada de 2016, a menos artilheira, Luan fez 12 gols, mas a contribuição para os títulos dos jogos olímpicos com a seleção e a Copa do Brasil com o Grêmio glorificaram a temporada.

Não dá para falar de Luan e não lembrar do “reizinho”. O Rei da América. O Grêmio buscou a sua glória máxima e a campanha da Libertadores 2017 foi extraordinária. Um Grêmio envolvente, brilhante, cascudo, catimbeiro e marcante.

Luan foi um pouco de tudo isso durante a temporada que culminou naquele 29 de Novembro no estádio Ciudad de Lanús.

Mas o que é bom a gente deixa pro final. Então me permitam avançar um pouco na história.

Enfrentar o Real Madrid e CR7 talvez nunca tenha passado pela cabeça do menino do interior de São Paulo, mas o fato é que o menino Luan esteve lá. O Mundial de Clubes não teve o desfecho dos sonhos mas inegável que a experiência é valiosíssima e até isso pudemos disfrutar como torcedores tricolores. CR7 contra o nosso Luanel Messi.

Foto: Lucas Uebel

Após isso, uma lesão que já insistia em aparecer, começou a perturbar mais o jogador. Antes do declínio técnico e físico, Luan ainda levantou a Recopa Sulamericana de 2018 em dois jogos contra o Independiente. Adivinha quem fez o gol lá em Avellaneda? Ele mesmo. O reizinho.

Na temporada de 2018, Luan ajudou o Grêmio a chegar na semi-final da Libertadores novamente. Jogos duríssimos contra o River Plate mas que Luan estava lesionado e não pode participar. Ainda assim, na temporada foram 11 gols em 40 jogos do camisa 7.

No ano seguinte, o derradeiro ponto final. A temporada de 2019 não se desenhou muito bem e ainda assim Luan contribuiu demais ao Grêmio enquanto pode. Foram mais 9 gols em 36 jogos naquele ano e mais uma semi-final de Libertadores. Dessa vez contra o Flamengo e por causa da lesão, Luan jogou a primeira partida “meio campenga” e não esteve em campo no fatídico jogo do Maracanã.

O ato final do “reizinho” como grande jogador do Grêmio foi ter alcançado o número de gols de Renato Portaluppi. Na vitória contra o Atlético PR na Arena, Luan fez um dos gols e chegou ao de número 75 com a camisa tricolor, deixando para trás o técnico gremista que tem 74.

Deu tempo dele marcar mais dois ainda naquele ano. Contra o Santos na Vila Belmiro e na goleada sobre o Avaí na Arena no dia 29 de setembro. Depois disso, Luan ficou entre reserva e lesão, frustração e tristeza e um desfecho de certa forma até melancólico já que não fez uma despedida oficial até ser negociado com o Corinthians e deixar o tricolor ao fim de 2019.


Como não terminar contando a história de Luan no Grêmio sem um final feliz? Não dá. É impossível. A alegria que eles nos deu em campo não tem preço.

Na Libertadores 2017 foi um dos artilheiros fazendo 8 gols na competição sendo eleito o craque da Copa. Fez gol contra o Zamora fora e em casa, fez dois gols contra o Deportes Iquique e também fez dois gols contra o Barcelona de Guayaquil na semi-final. Mas o melhor sempre fica para o fim.

“Que pedazo de gol” ficou imortalizado na narração de Walter Nelson da Rádio La Red, da Argentina . Luan fez um dos gols mais bonitos da história da Libertadores e numa final. Fora de casa. Se isso não é craque, meus amigos. Eu não sei mais o que é. Essa temporada de 2017 foi a mais artilheira do Luan. Fez 18 gols em 52 jogos e toda vez que eu falo aqui em quantidade de gols eu fico impressionado como um jogador que é meio-campista consegue ser tão artilheiro.

Não dá para negar que o grupo que o Grêmio montou em conjunto com um time bem organizado fez com que as individualidades se destacassem. Assim como outros jogadores surgiram da base e outros que vieram contribuíram muito para a conquista da taça, um time sempre tem um craque que represente aquele momento. E naquele momento, o craque era o Luan.

O jornal uruguaio El País elege todo ano o “Rei da América”, prêmio tradicional concedido ao melhor jogador da América do Sul. No dia 28/02/18 o Grêmio foi ao Uruguai jogar na estreia da Libertadores daquele ano, mas Luan foi para algo maior. Receber em mãos o prêmio de Rei da América.

Sem o coletivo talvez não estivéssemos fazendo aqui esse MBG.Doc de um jogador. Mas com um bom coletivo, o craque sempre desponta. E nessas 6 temporadas que o Luan esteve vestindo com muita honra a camiseta tricolor, nós pudemos acompanhar a história diante dos nossos olhos e aproveitamos momentos de glórias com títulos e vitórias incríveis contra o nosso rival.

Luan é para o torcedor gremista uma lenda, um craque, um Rei.



O MBG.doc teve pesquisa e locução de Gabriel Pinto. Sonoplastia e pesquisa adicional de Fane Webber. Os gols que ouvimos ao longo do episódio tiveram as narrações de Luiz Augusto Alano, Pedro Ernesto Denardin, Cristiano Oliveski, Galvão Bueno, Nivaldo Prieto, Luis Carlos Jr. e Walter Nelson. O projeto é apoiado pelos Padrinhos do MBG.

MBG Live #07 – Libertadores, “os guri” e o CT da base

Saudações tricolores!

Mais um MBG Live gravado com Gabriel Pinto, Fane Webber, Anderson Kegler e Rodrigo de Azevedo comentando a classificação na primeira fase da Copa Libertadores.

Na pauta do programa também o uso dos “guri” da base. As estreias do Ricardinho e do Pedro Lucas, a volta de Leo Chu, a continuidade do Ruan e Guilherme Azevedo, além da sequência do Ferreira, Darlan e Rodrigues.

Ainda comentamos sobre a inauguração do CT da base em Eldorado do Sul e o aproveitamento e futuro do clube com este grande investimento.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

MBG Live #06 – Copa do Brasil e Pré-Libertadores

Saudações tricolores!

Grêmio perdeu o título da Copa do Brasil e encerramos oficialmente a temporada 2020. Na última segunda Gabriel Pinto, Fane Webber, Anderson Kegler e Rodrigo Azevedo gravaram uma live para comentários finais desta derrota.

Na pauta do programa também a Pré-Libertadores que já começa nessa semana, além das expectativas para a temporada que já inicia conturbada. Renovação de contrato do Renato, Romildo abrindo a mão, jogadores velhos e utilizar a base também entra na conversa.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

Sirvam nossas façanhas…

Esse texto não foi escrito depois da final da Copa do Brasil. Escrevo mais de 24h antes do primeiro jogo, enquanto ainda consigo ter os últimos suspiros de lucidez antes de ser envolvida na famosa “função de jogo”.

Não que tenha grande função de jogo. O Estado está em bandeira preta. As UTIs estão lotadas e infelizmente os números de mortos por conta do Coronavírus são os maiores de todos os tempos no Rio Grande do Sul. Mas o esporte, essa prática lúdica de entretenimento, ganhou importância exagerada na nossa sociedade e economia. 

Enfim, enrolei essa abertura do texto para, finalmente, no terceiro parágrafo dizer que o título é um recurso fácil de engajamento chamado click bait. É uma isca para o desavisado compartilhar esse conteúdo, mesmo até sem ler. Os mais experientes não usavam essas expressões em inglês, chamavam de “pega-ratão”. Expressão que honestamente prefiro.

Mas então: venho aqui com esse “pega-ratão” para fazer diferente de certos dirigentes que pregam contra alguma coisa só depois que não podem mais se beneficiar delas. Me refiro ao episódio que foi defendida a profissionalização da arbitragem ao final do campeonato brasileiro como bode expiatório para atividade de campo. Não é que eu não concorde com a profissionalização, mas eu falo isso o ano inteiro e não só quando me é politicamente interessante.

Minha proposição é de que agora que a Copa do Brasil passou o Grêmio possa finalmente prestar atenção e se organizar de fato e não apenas da boca para fora. 

Sirvam nossas façanhas de modelo à toda terra após essa final da Copa do Brasil. 

Um clube de futebol profissional deve e merece ser administrado como um clube de futebol profissional. Não importa o resultado da final, peço que se aprenda que uma campanha como a de 2020-21 sirva de aprendizado do que não se pode cometer, principalmente em um ano de crise. A pior coisa em uma crise é a falta de planejamento e a criação de uma expectativa irreal. 

Não podemos começar um ano com contratações infelizes como foi o que passou. Não importa a conversa pra boi dormir que o Romildo diga, o Grêmio contratou mal na temporada que passou (“pra boi dormir”, outra expressão usada há não muito tempo e que adoro). A falta de planejamento se evidencia quando se contrata jogadores que simplesmente não se encaixam no esquema tático.

Será que a mudança de um futebol propositivo e de posse de bola para um modelo reativo e de domínio de espaço foi intencional? Porque se foi, é pior ainda. Alguém está enganando alguém e todos estão enganando uma torcida. Notamos que deixar nossa zaga completamente exposta e dependente de brilhantismos individuais não foi a melhor opção durante o ano, vamos repetir essa ideia? 

Sei lá, a temporada passada foi a do empate. A temporada do abandono do campeonato brasileiro e da equipe que decolou apenas por duas semanas (em novembro) porque foi isso que a preparação física permitiu (e olha a tabela do campeonato estava pronta desde junho).

Diferente de um certo dirigente que só reclamou porque o campeonato acabou, e não o favoreceu, escrevo isso antes.

Antes dos resultados das duas partidas para dizer com consciência tranquila que se o Grêmio venceu, foi apesar de tudo isso. E se perdeu, foi também por conta de tudo isso. 

Renato Portaluppi. No dia 27 de fevereiro, tanto o Grêmio quanto o técnico não tinham certeza se seguiriam o resto da temporada.

Finalizo com o importante fato que até o momento não sei se no dia 8 de março os atletas do Grêmio vão ainda responder às ordens de Renato Portaluppi. 

Renato é alguém que sou eternamente grato por esse tempo no Grêmio e por viver esse sonho louco que é transformar esse clube administrado como aquela padaria de Guaporé, em algo maior que os esforços políticos transparecem fazer. 

Estou falando de 15 dias do passado e não sei quem é o técnico da temporada 2021 e sabe o que é pior? Eu não sei se o próprio Grêmio sabe.

Se tudo ocorrer mal, estaremos jogando a primeira fase da Libertadores em breve. Desastre.

Existe um esforço HERCÚLEO de fazer algo nas coxas e não é um problema só gremista, mas nossa incompetência não nos faz tirar proveito desse cenário generalizado no nosso esporte. Vivemos pela lei do menor esforço.

Sirvam nossas façanhas de modelo à toda terra” diz o hino estadual. Esse é o pega-ratão que provavelmente não foi entendido. Afinal de contas, “nossas façanhas” podem muito bem ser algo como: “Veja tudo isso que foi feito e não repita os mesmos erros!”.

De modelo à toda terra.

Fane Webber

MBG Live #05 – Grêmio 0 x 1 Palmeiras

Saudações tricolores!

MBG Live especial Final da Copa do Brasil com Gabriel Pinto, Fane Webber, Anderson Kegler e Rodrigo Azevedo. Nesse programa gravado após o primeiro jogo da final da Copa do Brasil a corneta está fortalecida.

Na pauta do programa a escolha de Paulo Victor para ser o goleiro titular na final. A dependência de grandes jogadores para mudar o time ou um time bom para alavancar os grandes jogadores? E por fim falamos das soluções mágicas ou não para reverter o placar e sair campeão da Copa do Brasil.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

Final da Copa do Brasil

Eis que após um campeonato brasileiro medíocre em que ninguém queria ganhar – no último jogo bastava ganhar para ser campeão e ninguém ganhou – surgem as finais da Copa do Brasil!

GRÊMIO e Palmeiras se enfrentam neste domingo, num jogo que promete de tudo, desde um futebol miserável até muita emoção por conta da baixíssima qualidade técnica dos “heróis” em campo.

Não se enganem com meu ceticismo, vou torcer muito pelo GRÊMIO, mas porque sou torcedor do GRÊMIO, não porque eu ache em algum momento que existe algo além disso. Só é possível acompanhar o nosso futebol (brasileiro) por puro sentimento e paixão, porque, com o já falei outras vezes, se fosse pelo nível técnico é preferível fazer qualquer outra coisa.

O time do GRÊMIO vem de um ano que contratações infelizes e alguma dose de “não é possível que esses caras treinem se fazem isso em campo” colocaram em cheque boa parte da credibilidade alcançada nos últimos anos de conquistas. Mas, como dizem os sábios e doutos senhores do futebol: se levanta taça, nada mais importa. E eu, de certa forma, concordo, ao menos no que tange o time em si.

No meio de uma pandemia, onde o número de mortos cresce a cada dia, onde as atitudes dos governantes beiram a irracionalidade e a população age usando de todo o seu direito de ser estúpida, inconsequente e deseducada (princípios básicos para ser brasileiro nato) vamos torcer para sermos campeões, mas comemorar… comemorar é bem mais difícil.

Domingo, 21h, GRÊMIO e Palmeiras na Arena, é o primeiro confronto e para almejar algo é importante fazer um resultado positivo.

Era isso, perdoem-me por não estar mais entusiasmado como fui outrora, mas a situação geral do Brasil não permite muito otimismo.


Anderson Kegler

MBG Analisa – Final da Copa do Brasil

Não é novidade para ninguém que o Renato muda pouco ou quase nada a forma de jogar do seu time. O Grêmio vem no famoso e comum 4-2-3-1 há alguns anos com poucas variações para o 4-1-4-1 que pode ser um 4-3-3 quando ataca.

Mas antes de falar do que já sabemos, vou tentar elucidar um pouco sobre o Palmeiras e o que esperar do atual campeão da Libertadores.

O técnico português Abel Ferreira chegou no clube em novembro do ano passado e de lá pra cá já foram 28 jogos com 15 vitórias, 6 empates e 7 derrotas. Um aproveitamento de 60,71%.

O que notamos nessa ainda curta passagem do treinador pelo palmeiras é que ele já testou algumas variações para chegar ao modelo que venceu a Libertadores e jogou o Mundial. Nesse modelo atual, o time fica menos com a bola, é mais intenso na marcação em linhas baixas e explora muito a velocidade pelos lados do campo. A pergunta que fica é se isso se deve ao desgaste físico dos atletas ou se a qualidade do elenco é para este tipo de jogo.

Vamos ilustrar: Na vitória palmeirense contra o River Plate pela semifinal da Libertadores, os 3×0 foi fruto de pouca posse de bola e muita efetividade no contra ataque. Nesse jogo o River teve 70% de posse de bola e trocou 558 passes contra 230 do time palmeirense. Chutes a gol? 11 a 11. Chutes que foram no alvo? 7 a 2 para o Palmeiras.

A gente sabe da discussão sobre posse de bola e efetividade e que não ganha jogo, mas é estatístico que se você ficar mais com a bola, menos corre risco de perder. O técnico Abel Ferreira abriu mão disso para encaixotar o River Plate e vencer aquela partida. Não só isso. Abriu mão para os próximos jogos e quase viu a vantagem no jogo da volta ir para o ralo e ganhou a Libertadores com muito custo contra um Santos bem mais inferior.

Outro jogo que me chamou a atenção para o posicionamento do time palmeirense foi contra o Tigres, pelo Mundial de Clubes. No papel, 4-4-2. Na prática, na maior parte do tempo se defendendo, um 5-4-1 onde Gabriel Menino, pela direita recua para fechar na linha dos defensores.

MBG Analisa - Final da Copa do Brasil
Gabriel Menino, recua pela direita fechando uma linha de 5 defensores.

Nesse jogo contra o Tigres, apesar de mais equilibrado em posse de bola, já que o Tigres também é um time que não fica tanto com a bola, o Palmeiras chutou menos a gol. A derrota por 1 a 0 foi suave mas o Tigres criou mais chances perigosas, 3 contra 1 apenas do palmeiras.

Com a defesa mexicana bem postada sempre, o Palmeiras não teve a chance de esticar as bolas invertidas para a corrida do Rony. O jogador esteve sempre bem marcado e o time pouco conseguiu ser vertical como vinha sendo.

O que nos leva a essa final de Copa do Brasil. Como o Grêmio pode explorar as falhas do Palmeiras e não cair na armadilha verde? Bom. Sabemos que o time do Grêmio gostava de ficar com a bola. Gostava, não gosta mais. Não sei se por opção do Renato ou por falta de qualidade desse elenco, o time já não é mais o possuidor de bola e muitas vezes prefere jogar reagindo ao time adversário.

No jogo do Brasileirão, no confronto entre Renato e Abel, vimos um pouco disso. Um palmeiras abdicando da bola e um Grêmio sem saber o que fazer com ela. Um primeiro tempo desastroso e desinteressado do Grêmio e um segundo com o Palmeiras se retraindo demais e não conseguindo explorar o contra ataque. 

Nesse jogo em específico o Grêmio rodava a bola no ataque, posse constante e linhas altas com o Palmeiras se fechando de todas as formas já dentro da área. Coloquei uma imagem no post que mostra a defesa palmeirense numa linha de 6 jogadores para tentar diminuir o espaço.

MBG Analisa - Final da Copa do Brasil
Palmeiras fechando com linha de 6 defensores contra o Grêmio pelo Brasileirão

O Grêmio teve 66% de posse na segunda etapa, dando 7 chutes no gol. Acabou empatando no final do jogo após a entrada do Maicon, que faz uma tabela pelo lado direito com o Alisson. O ponta cruza e o Diego Souza sobe como legítimo centro-avante para empatar o jogo.

É bem provável que as duas equipes venham com os mesmos times que vinham jogando. Dificilmente um dos treinadores vai inovar nesse momento da temporada que é extenuante. O palmeiras ainda mais desgastado pela viagem ao Qatar certamente vai seguir o modelo de dar a bola ao adversário para explorar a velocidade do Rony.

Sabendo disso, o que o Renato precisa fazer e certamente já deve estar fazendo é treinar movimentações de criação de espaço no ataque. A gente já viu que tabelas com aproximação dos meias pelas pontas é um caminho. Principalmente nas costas do lateral direito Marcos rocha, que é mais vulnerável.

A dúvida que me resta nessa análise pré-final é se veremos Maicon em campo desde o início ou se o Renato vai ser conservador com Matheus, Lucas Silva e Jean Pyerre no meio. Eu confesso que gostaria de ver o Maicon sair jogando e o Grêmio já dominar a posse e as ações desde o princípio. O palmeiras estará de maior sangue-doce nessa final e o Grêmio vem pro ALL-IN. E se é pra ir pra cima, que seja com qualidade.

MBG Drops #72

Feitoria!

Drops da semana chegando com Fane Webber para falar da reta final do Brasileirão.

Tudo se encaminha para a final da Copa do Brasil e o pensamento é em busca do hexa, mas antes disso, Gabriel Pinto e Anderson Kegler também deixam comentários sobre a vitória contra o Athletico PR, o final do Brasileirão e até entrevista do presidente Romildo.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

MBG.Doc 01 – Luiz Leão Carvalho

Mais uma novidade no Mesa de Bar do Grêmio: O Podcast MBG.Doc.

Nesse novo programa vamos trazer recortes históricos sobre os personagens, as histórias, contos e curiosidades das lendas tricolores. Nesse primeiro episódio vamos falar de Luiz Leão de Carvalho, o “Rei da Virada”.

Luiz Leão de Carvalho foi um futebolista, treinador e presidente do Grêmio Football Portoalegrense.

MBG.Doc - Luiz Leão Carvalho
Foto: Arquivo Grêmio

Sua história no Grêmio começou nos seus 15 anos. Aluno do Colégio Militar de Porto Alegre, se destacava nos campos em frente a instituição, onde hoje é o Parque Farroupilha, e foi notado pelo General João de Deus Saraiva que o indicou para ao Grêmio, mesmo com um porte físico diferente do habitual para a posição de center-foward, como era chamado o centro avante na época, no ano de 1923.

A virada merece uma explicação por si só, já que Luiz ficou conhecido como “O Rei da Virada” por conta dessa jogada característica. Jogava de costas para a zaga e para o gol adversário. Quando recebia o passe, fazia a virada e chutava a gol.

MBG.Doc - Luiz Leão Carvalho
Foto: Arquivo Grêmio

Para conhecer mais da história desta lenda tricolor, ouça o podcast. Comente e espalhe a palavra do MBG.

MBG Drops #71

Feitoria!!

Fane Webber traz o drops da semana para falar de mais uma derrota do Grêmio no Brasileirão. Dessa vez para o São Paulo.

Gabriel Pinto, Anderson Kegler e a Queki deixam comentários também sobre o desempenho no jogo, a falta de coletividade e a expectativas para o final da temporada.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

MBG Live #04 – Botafogo 2 x 5 Grêmio

Saudações tricolores!

Nessa semana Gabriel Pinto, Fane Webber e Anderson Kegler trazem o Podcast MBG Live gravado ao final do jogo contra o Botafogo.

A vitória no Rio de Janeiro e a sequência do Brasileirão é a pauta do programa. Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

MBG Analisa – Jean Pyerre

“Meia clássico e pifador, carrega o DNA do Grêmio” foi o título de uma matéria de 2016 no globoesporte.com falando do Jean Pyerre.

Naquele final de ano vencedor, o Grêmio começaria a apostar as fichas no jogador vindo da base que está desde os 9 anos no clube. Com a maturação no grupo de transição e as frequentes subidas ao profissional, Jean Pyerre foi ganhando espaço e o status de “substituto do Luan”. Mas o que o fez despontar como um grande meia alto, habilidoso, de passe eficaz também está o fazendo sucumbir.

Olhando os últimos jogos do tricolor eu tive a sensação de que Jean Pyerre foi recuando, recuando e ficando cada vez mais jogando longe do gol. Afinal, para um meia “pifador” nada pior do que ter que jogar atrás, bem marcado, dando passes curtos laterais ou então longos lançamentos de um lado ao outro

E de fato, ele está mais recuado do que o de custume. Afinal, o Grêmio joga com as linhas mais baixas e fica menos com posse de bola do que anos anteriores. Em 2018, o Grêmio foi líder no quesito com 57% de posse em média. Em 2019, o Grêmio chegou a ter média de 60% de posse de bola. Nesse último Brasileirão a média caiu para 52%. Numericamente, é pouca diferença, mas já faz muita diferença.

Se a gente olhar para os últimos “meias” do Grêmio, Douglas e Luan, temos na memória muito êxito dos dois, mas também muitas críticas. De fato, até parecidas. Erros de passes, muito lento, corre pouco, não marca… Luan chegou a receber pipocas certa vez num treino.

Mas o que fez esses dois jogarem foi a coletividade. Num time coeso, com posse de bola, linhas mais altas e que impunha seu jogo, a individualidade se destacava. Douglas foi um dos craques daquela Copa do Brasil de 2016. Bom, Luan, nem preciso dizer.

E o Jean Pyerre? O que falta para a individualidade se destacar?

MBG Analisa - Jean Pyerre
Foto: Lucas Uebel

22 anos, vai fazer 23 em maio, com 1.87m de altura, chute forte e boa finalização de curta e média distância, Jean Pyerre vai precisar fazer muito mais que os antigos meias fizeram pois o coletivo do Grêmio atual não favorece a individualidade.

O Grêmio tem um centroavante que se movimenta menos e geralmente tem como companheiros na meia jogadores que são menos dinâmicos. Tanto é que na melhor fase do Grêmio nesta temporada, os meias eram Darlan, Matheus e o próprio Jean Pyerre. Com dinamismo e movimentação rápida para controle e troca de passes, ele e os outros desempenharam melhor.

Outro fator fundamental para a desenvoltura do Jean Pyerre seria o posicionamento mais avançado. Sendo um bom finalizador com chutes de média distância, poderia arriscar mais e quem sabe fazer mais gols. Não a toa, o meia Luan é um dos artilheiros da história do tricolor. Jogava por todo o campo mas mais perto do gol tinha a chance de concluir com frequência. Até mesmo o Douglas foi artilheiro de uma temporada no Grêmio como a gente citou no podcast mesa de bar do Grêmio #341.

Para finalizar, sem concluir, eu particularmente gosto das qualidades do futebol do Jean Pyerre. Ele já fez 96 jogos pelo tricolor tendo marcado 16 gols. Nesse Brasileirão de 2020/21 ele tem uma média 2.7 passes chave para gol por partida. Isso mostra que o talento existe mas que talvez num time mais bem ajustado, ele possa desempenhar melhor. Fez gol no último GREnal, inclusive e se o time não tivesse ido mal, talvez ele teria sido eleito craque do jogo.

Sabe quem fazia gol em GREnal? Luan. Seu antecessor.

Quem diz entender o futebol gremista está mentindo

Temos que escrever, comentar e apontar agora simplesmente porque fazer isso na semana da final é coisa de pau no cu: Será que seremos competitivos nessa final da copa do brasil? Será que poderemos surpreender a todos e levantar a taça da copa pela sexta vez na história?

O torcedor que diz entender o futebol praticado pelo Grêmio está mentindo ou nunca entendeu do esporte. É impossível achar um padrão de jogo, ao menos um padrão positivo, para o que está se aplicando em campo de novembro para cá.

Quando o Grêmio achou seu estilo de jogo, ao menos algo próximo disso, nessa temporada era um futebol veloz de contra-ataque e fulminante. Os meses foram passando desde a conquista do Gauchão e parece que nossa curva de desenvolvimento já atingiu o auge e agora volta a descer.

Quem diz entender o futebol gremista está mentindo
Foto: Lucas Uebel

O medo de acordar um dia e ver jogadores sendo ressuscitados para jogar a final é gigante. Robinho jogando de meia no jogo de volta da final! Essa ideia é realmente assustadora, mas como posso esperar algo diferente?

Reza a lenda que o Renato é, além de tudo, um cara que consegue inspirar os jogadores. A grande dúvida que fica na minha mente é quem vai inspirar o cara que deve inspirar nosso time?

A confiança no time está abalada. Não sei como está a confiança do time, se eles confiam neles mesmos. Reza a lenda que o Renato é, além de tudo, um cara que consegue inspirar os jogadores. A grande dúvida que fica na minha mente é quem vai inspirar o cara que deve inspirar nosso time? Renato parece triste, distante…

Avançando no assunto, deixo claro que não sou daqueles chatos que acham que o Grêmio não deveria fazer rodízio de seus jogadores. Eu, na verdade apoio, pois acredito que um grupo forte e testado é melhor que um grupo dependente sempre dos mesmos.

O que me intriga é que gostaria de ver um fio que conecta, uma diretriz, uma ideia central tática que oriental os onze jogadores em campo. Isso não parece que está acontecendo. Será que acabaram as ideias do Grêmio? E se acabou, acabaram assim, sem mais nem menos? Não teremos mais um fator surpresa para apresentar ao adversário? Devo jogar a toalha? Isso eu me recuso, Grêmio.

Para finalizar, são muitos assuntos e quero evitar me estender demais, porque alguns jogadores são punidos com o ostracismo e outros não? O que acontece com Darlan?

E já que esse texto é mais para fazer perguntas do que para respondê-las, agora faço a derradeira: Qual o aprendizado e amadurecimento que levaremos dessa temporada para a próxima? A única certeza que temos é do calendário igualmente agonizante e apertado. 


Fane Webber

MBG Drops #70

Feitoria!

Fane Webber traz o drops dessa semana para falar do Brasileirão.

Anderson Kegler e Gabriel Pinto também deixam comentários pertinentes sobre o tenebroso empate contra o Coritiba e a baixa expectativa do próximo confronto contra o Santos.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.

Mesa de Bar do Grêmio #341

Fala galera tricolor! Podcast Mesa de Bar do Grêmio #341 saindo do forno para o deleite dos ouvintes.

Luiz de Carvalho, Alcindo e Everton Cebolinha. O que os três tem em comum? Artilheiros dos estádios do Grêmio. E Douglas, Barcos, Luan e Everton, no que se encontram? Artilheiros tricolores da última década.

Rodrigo Azevedo, Anderson Kegler, Gabriel Pinto e Fane Webber (pela metade) trazem na pauta desse programa os artilheiros mais importantes da história gremista. Números, qualidade, relevância e claro, um pouquinho de corneta, para falar desses grandes jogadores que passaram pelo nosso tricolor.

Ouçam e espalhem a palavra do MBG.